A morte do advogado Rodrigo Pantaleão, que ficou conhecido por concordar com a acusação feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra o próprio cliente, teve um desfecho nesta semana com a finalização do inquérito policial depois de pouco mais de três meses. Ninguém foi indiciado, já que a investigação não encontrou indícios de crime.
Segundo a Polícia Civil, os exames periciais não encontraram sinais de violência ou de que houve um crime. De acordo com o laudo necroscópico, Pantaleão morreu por causas naturais. A causa exata da morte não foi informada.
Além disso, não foram encontrados elementos que mostrassem a possibilidade de Pantaleão ter sido vítima de um homicídio ou que a morte tenha eventual participação de terceiros. Também não foram encontrados elementos que mostrassem que houve um furto.
O corpo do advogado foi achado depois de um cheiro forte sentido do imóvel, no bairro Itacorubi, o que mostra que Rodrigo estava morto há alguns dias, no dia 25 de junho, 14 dias depois do vídeo em que ele pede a condenação do próprio cliente viralizar. Também não havia indicativos de que a casa tinha sido invadida.
Os criminosos procurados pela Polícia Civil de SC
Relembre o caso
Tudo começou no dia 12 de fevereiro, quando um suspeito foi preso pela Polícia Militar no bairro Sambaqui, em Florianópolis, portando 30 petecas de cocaína, além de uma munição. O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e passou a ser defendido pela advogada Gabriela Serafin.
No entanto, a Justiça expediu um mandado de prisão contra Gabriela pelo suposto crime de tráfico de drogas no dia 13 de abril, o que a fez abandonar o caso. A mulher, depois disso, passou a ser procurada e foi presa.
Com o suspeito sem advogado, Rodrigo Pantaleão passou a ser o advogado desse homem. No dia 28 de maio, durante uma audiência na 3ª Vara Criminal de Florianópolis, Rodrigo Pantaleão concordou com a acusação feita pelo Ministério Público contra o próprio cliente. A juíza Carolina Ranzolin, então, considerou o réu, de 36 anos, indefeso.
O réu responde por tráfico de drogas, resistência contra a polícia e porte de arma com numeração suprimida. Ele está preso em Florianópolis. Na ocasião da audiência, Pantaleão permaneceu no celular durante a fala do promotor Raul Rogério Rabello e voltou a olhar para a câmera quando a juíza o chamou para se manifestar e prestar as alegações finais do caso.
“A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”, respondeu.
Depois disso, a juíza, então, entendeu que Fernando ficou indefeso e determinou que um novo advogado fosse constituído em três dias. Isso não aconteceu e, dessa forma, foi nomeado um defensor dativo.
O defensor, por sua vez, pediu, entre outras ações, a absolvição do réu ou a desclassificação do tráfico para posse de drogas para consumo próprio.
Outro advogado assumiu o caso depois disso e apresentou um novo pedido para que toda a fase final do processo fosse considerada nula, já que a defesa de Rodrigo Pantaleão teria sido ineficaz. A juíza, no entanto, negou os pedidos e definiu a condenação do réu.








