Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal nesta quinta-feira (5) mira bets ilegais que movimentaram cerca de R$ 739 milhões. As empresas utilizariam pagamentos via Pix feitos pelos apostadores para lavagem de dinheiro.
A Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros de centenas de pessoas físicas e jurídicas, em montante que chega a R$ 3,483 bilhões, segundo o UOL. As equipes também buscam documentos e aparelhos eletrônicos, além de criptoativos, para identificar os responsáveis pelas plataformas, rastrear os recursos e apurar eventuais prejuízos aos apostadores.
A operação acontece no Distrito Federal e mais cinco estados. No DF, são 24 mandados de busca e apreensão. Há mandados também em São Paulo, na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, além de buscas em Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.
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Bets ilegais usavam empresas de fachada para lavagem de dinheiro
A investigação iniciou há cinco meses após uma denúncia da Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda. O órgão identificou casas de apostas ilegais que operavam sem autorização federal.
Os pagamentos para a plataforma eram camuflados com empresas de fachada. Segundo a Polícia Civil, o dinheiro depositado nas bets era direcionado às empresas, que concentravam os valores e os redistribuíam entre pessoas e instituições.
Entre elas, uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô, ambas com endereço em Sobradinho (DF). Endereços ligados a elas, no entanto, foram encontrados vazios.
Fintech é alvo de investigação
Uma fintech de São Paulo é alvo da investigação da polícia. A empresa possui autorização do Banco Central para funcionar como sociedade de crédito direto.
As cobranças por Pix dos sites investigados levavam a inúmeras contas de empresas de fachada mantidas nessa instituição financeira. Em 30 de julho desse ano, o Banco Central manifestou a intenção de cancelar a autorização de funcionamento.
A fintech, duas empresas do mesmo grupo e seus dirigentes são alvos das medidas de busca e bloqueios. No caso da fintech, a determinação judicial atinge apenas os recursos da sociedade e não as contas dos clientes que não são investigados.
Os nomes das empresas, assim como das bets ilegais, não foram divulgados.





