Cachorro é resgatado após ser encontrado em cova rasa, mas não sobrevive; MPSC cobra respostas

Animal foi encontrado em uma cova rasa em Imbituba, mas morreu após o resgate; Polícia Civil, PM e prefeitura foram acionadas

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Cachorro que teria sido enterrado vivo bairro Campo da Aviação chegou a ser regatado por protetora, mas não resistiu (Foto: Banco de imagens, Reprodução)

Um cachorro teria sido enterrado vivo no bairro Campo da Aviação, em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Encontrado em uma cova rasa, o animal foi resgatado por uma protetora, mas morreu posteriormente. O caso, que teria ocorrido em 24 de outubro, é investigado pelo Ministério Público de Santa Catarina.

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A denúncia chegou ao órgão por meio da Ouvidoria e foi encaminhada à 3ª Promotoria de Justiça de Imbituba. Segundo o relato, uma mulher caminhava pelo bairro quando avistou o cachorro tentando sair de uma cova rasa.

Diante das informações, a Promotoria de Justiça instaurou, na quarta-feira (4), uma Notícia de Fato para apurar a possível prática de maus-tratos contra o animal, crime previsto na Lei nº 9.605/1998.

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Como primeiras medidas, o MPSC encaminhou ofícios à Polícia Civil, à Polícia Militar e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Imbituba, solicitando informações e providências para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

À Polícia Civil, o Ministério Público requisitou a instauração de inquérito policial. Entre as diligências solicitadas estão a identificação e a oitiva de possíveis testemunhas, além da busca por câmeras de segurança que possam ter registrado o caso.

A Promotoria também pediu medidas para identificar e localizar o possível autor, bem como reunir fotografias, vídeos e outros elementos que possam servir como prova.

Já à Polícia Militar, foram solicitadas informações sobre eventual conhecimento da ocorrência, a localização exata e as circunstâncias do caso. O órgão também deverá encaminhar registros, documentos e imagens que possam contribuir com a investigação, além de informar se existem denúncias anteriores relacionadas ao episódio, ao local ou a um possível responsável.

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À Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, o MPSC pediu informações sobre eventuais registros de fiscalização e providências adotadas após o ocorrido. Também questionou se foram realizadas ações para apurar os possíveis maus-tratos e prevenir novas situações semelhantes.

As três instituições têm prazo de 10 dias para responder aos pedidos do Ministério Público. Com as informações, a Promotoria de Justiça poderá avaliar os próximos encaminhamentos da apuração.