Giovane Correa Mayer, réu pelo feminicídio da estudante Catarina Kasten, em Florianópolis, será julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca da Capital no dia 3 de dezembro de 2026. O réu responde pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
Catarina foi estuprada e morta no dia 21 de novembro, nas proximidades da trilha da Praia do Matadeiro, no Sul da Ilha, enquanto se deslocava para uma aula de natação na Praia da Armação. Giovane confessou o crime ao ser preso pela Polícia Militar, no mesmo dia.
O réu será julgado por feminicídio qualificado pelo menosprezo à condição de mulher, pela asfixia e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Também responderá pelas acusações de estupro e ocultação de cadáver.
O processo tramita em sigilo por envolver crime de natureza sexual. O acusado permanece preso preventivamente, conforme requerido pelo Ministério Público.
Quem era Catarina Kasten
Relembre o caso
Catarina Kasten, de 31 anos, desapareceu após sair de casa por volta das 6h50min, uma sexta-feira, para uma aula de natação. Ao perceber a demora da estudante de pós-graduação da UFSC em retornar para casa, o companheiro dela acionou a Polícia Militar por volta do meio-dia, após confirmar que ela não tinha comparecido à aula. Ela foi encontrada morta em uma área de mata perto da trilha, com sinais de violência sexual.
Giovane Correa Mayer foi identificado com a ajuda de câmeras de segurança e de fotografias feitas por turistas minutos antes do crime. A denúncia do MP afirma que o homem agiu de forma premeditada, ficando escondido atrás de uma lixeira para monitorar a movimentação no local.
Em depoimento, o homem afirmou que imobilizou a vítima com um golpe no pescoço e a arrastou para um local isolado da mata. Ele foi preso em casa, na Armação, e confessou ter matado a estudante.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em 1º de dezembro de 2025 e recebida pela Justiça quatro dias depois, dando início à ação penal. Em 8 de maio de 2026, o acusado foi pronunciado pela Justiça.
Nessa etapa do processo, o Judiciário entendeu que havia elementos suficientes para que as acusações relacionadas ao crime contra a vida fossem submetidas à apreciação do Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida.





