O companheiro de Maria Eduarda Salvaro, de 21 anos, encontrada morta dentro do apartamento onde morava, em Criciúma, tornou-se réu por feminicídio qualificado e fraude processual. A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi recebida pela Justiça após a conclusão do inquérito da Polícia Civil, que apontou que a jovem morreu por asfixia mecânica e reuniu provas que embasaram a acusação.
Após uma série de diligências, a Polícia Civil encerrou a investigação sobre a morte da jovem. Segundo a corporação, além das medidas solicitadas pelo Ministério Público, outras providências foram adotadas para esclarecer a dinâmica do crime.
O conjunto de provas obtido durante o inquérito, aliado aos laudos periciais, apontou que Maria Eduarda morreu por asfixia mecânica. Com base nesses elementos, o Ministério Público denunciou o investigado por feminicídio qualificado, pelo emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além disso, ele também foi denunciado por fraude processual. Conforme a acusação, houve alteração da cena do crime com o objetivo de dificultar a investigação. A denúncia foi recebida pelo Poder Judiciário, e o processo seguirá para a próxima fase da ação penal.
Relembre o caso
Maria Eduarda Salvaro foi encontrada morta na tarde de 19 de julho de 2025, no apartamento onde morava, no bairro São Sebastião, em Criciúma.
Na ocasião, a Polícia Militar prendeu o companheiro da jovem, de 24 anos, suspeito do crime. Conforme o boletim de ocorrência, ele relatou aos policiais que o corpo permanecia no imóvel havia cerca de dois dias.
Desde o início, o caso foi tratado como feminicídio e passou a ser investigado pela Polícia Civil, que agora concluiu o inquérito e subsidiou a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Quem era Maria Eduarda
Maria Eduarda tinha 21 anos e trabalhava em uma joalheira. Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a morte da jovem, definida como uma “menina doce e querida”.

