Defesa de pai diz que agressão a professor foi “surto” e aponta filha como “verdadeira vítima”

Advogado diz que homem se arrepende e utiliza aspas para se referir ao professor agredido

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Agressões ocorreram na sala da coordenação (Foto: TV Globo, Reprodução)

A defesa do homem que agrediu um professor com socos dentro de uma escola pública no Distrito Federal, na terça-feira (21), afirmou que a ação foi um “surto momentâneo” e que a “verdadeira vítima no ocorrido” é a filha do homem. A agressão aconteceu após o professor pedir que a estudante parasse de mexer no celular durante a aula. As informações são do g1.

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No texto, o advogado afirmou que o homem se arrepende das agressões.

“O meu cliente se arrepende das agressões feitas ao ‘professor’, reconhecendo que agiu de forma incorreta diante da situação. Sem dúvida alguma, foi um surto momentâneo de um pai que só queria proteger sua filha, que é a verdadeira vítima no ocorrido”, disse o advogado na nota.

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De acordo com a defesa, o homem agiu para proteger a filha, que tem deficiência visual e estaria usando o celular em sala para conseguir visualizar o conteúdo, de acordo com ele. Ela estaria sem óculos no dia e mesmo após ter dito isso ao professor, teria sido repreendida, conforme afirmou a defesa.

“Ocorre que o referido ‘professor’ ao vê-la usando o celular, proferiu palavras de baixo calão dentro da sala de aula […] A adolescente se sentiu humilhada com as palavras usadas pelo ‘professor’, que deveria ser um exemplo de educador em uma sala de aula”, afirmou.

Confira a nota na íntegra

Nos últimos dias a imprensa tem noticiado o fato ocorrido em uma escola na cidade do Guará/DF, onde um pai desesperado pelo pedido de ajuda de sua filha agiu de forma sem pensar e agrediu um “professor”. Sem dúvida alguma a atitude do meu cliente é reprovável e inaceitável, contudo, jamais pode ser criminalizado como está sendo.

O meu cliente se arrepende das agressões feitas ao “professor”, reconhecendo que agiu de forma incorreta diante da situação, sem dúvida alguma foi um surto momentâneo de um pai que só queria proteger sua filha, que é a verdadeira vítima no ocorrido.

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Vale ressaltar, que a adolescente possui deficiência visual e estava sem o óculos no dia do ocorrido, e precisa do auxílio do celular para copiar a matéria na lousa. O que fez durante todas as aulas de outros professores, sem problema algum.

Ocorre que o referido “professor” ao vê-la usando o celular, proferiu palavras de baixo escalão dentro da sala de aula que não posso usa-las aqui por não ser conveniente.

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A adolescente se sentiu humilhada com as palavras usadas pelo “professor”, que deveria ser um exemplo de educador em uma sala de aula. O mínimo que se espera de alguém que se formou para ensinar educação e ser educado, respeitoso e saber conversar com as pessoas, principalmente seus alunos.

Os alunos comovidos da forma humilhante, grosseira e desrespeitosa em que a colega fora tratada pelo “professor”, se revoltaram contra o mesmo e começou uma discussão generalizada na sala de aula até que vários alunos ligaram para o meu cliente informando o que estava acontecendo.

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A atitude desse “professor” que já é conhecido nas redes sócias como “professor opressor” e outros adjetivos pejorativos, fez com que os alunos fizessem um abaixo assinado requerendo a sua transferência do colégio.

A adolescente vem recebendo várias mensagens de apoio de vários alunos da rede pública de educação, contudo, o que a mesma quer é voltar para a sua vida normal, e já está sendo assistida por um psicólogo e psiquiatra.

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Diante do exposto, meu cliente reitera o seu arrependimento pelas vias de fatos, sabendo que essa atitude tomada nunca será a melhor solução para o problema. Porém, infelizmente dentro de algumas escolas ainda tem profissionais que deveriam ser o exemplo de um educador, que deveriam tratar seus alunos de forma respeitosa, justas e honesta, continuam na suas arrogâncias achando que a melhor maneira de educar e sendo mal-educado um verdadeiro contra senso“.

Homem agrediu o professor com socos

O homem entrou na sala de coordenação, onde o educador estava, e começou a agredi-lo na cabeça. O professor, por sua vez, tenta se proteger. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.

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A própria adolescente tenta separar a briga, aplicando um “mata-leão” no pai. O educador ficou com um olho roxo e hematomas após a agressão. O homem vai responder por lesão corporal, injúria e desacato.