Empresário preso em Blumenau é investigado por suspeita de fraudes em três secretarias

Ele já havia sido detido em 2023, mas foi solto mediante medidas cautelares. Por "risco de novos crimes", Justiça determinou novamente a prisão preventiva dele

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Investrigação que levou à prisão do empresário e de outras quatro pessoas foi liderada pela Polícia Civil de Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo)

Um empresário de Blumenau foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (1º), no bairro Velha Central, em um novo capítulo de um processo a respeito de fraudes em órgãos da prefeitura. Joel Vronski já havia sido detido dois anos atrás, mas foi solto mediante medidas cautelares. Agora, segundo a Justiça, por “risco de reiteração de crimes”, ele foi novamente preso preventivamente. Segundo investigações, ele teria pelo menos nove licitações ou dispensas de licitações em nome de “laranjas”, além de falsificar atestados de capacidade.

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Ele estaria envolvido em esquemas de fraudes em licitações e superfaturamento envolvendo o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e a Secretaria de Atenção à Saúde (Semus). O mandado de prisão preventiva foi cumprido na casa do empresário, que foi conduzido ao Presídio Regional de Blumenau sem resistência.

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Segundo o Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), em 2023, ele já havia sido alvo da Operação Limpeza Geral da Polícia Civil, que investigou o superfaturamento no Samae de Blumenau. No ano seguinte, durante a Operação Elysium, uma empresa administrada por ele foi investigada por suspeita de licitações com atestados de capacidade técnica falsos.

De acordo com a decisão do tribunal, o empresário seria suspeito de uma série de crimes desde 2015, todos ligados a processos licitatórios que resultaram na assinatura de contratos com as prefeituras de Indaial e Blumenau. Ele teria administrado empresas que fariam as fraudes, mas que estariam em nome de terceiros.

Quem são os cinco presos por suposto superfaturamento no Samae de Blumenau

Em 2024, o empresário foi preso preventivamente durante as investigações por falsificação de documento, fraude ao caráter competitivo de licitação e associação criminosa. Vronski chegou a ficar preso, mas teve a liberdade provisória concedida com medidas cautelares. A Promotoria de Justiça, então, recorreu da decisão sob o argumento de que havia “risco de o réu continuar a praticar crimes se permanecer em liberdade, diante de fortes suspeitas do seu envolvimento em uma série de ilícitos”.

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No dia 30 de abril, a Justiça aceitou o recurso do MPSC e determinou a prisão preventiva de Vronski, que foi preso na quinta-feira (1º).  

O que diz o Samae

A prisão do empresário em questão é relacionada a fatos investigados pela Delegacia de Combate à Corrupção de Blumenau em operação realizada no ano de 2023, cuja ação penal ainda está tramitando junto ao Poder Judiciário. A atual gestão do Samae está à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos que forem necessários, assim que for procurada para tal.“.

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O que diz o investigado

A reportagem não localizou até a publicação desta matéria os advogados de defesa de Joel Vronski. O espaço para contraponto segue aberto.

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