Escritor Salman Rushdie foi desentubado e apresenta melhoras, diz agente

Esfaqueado na última sexta (12), ele pode perder um olho

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Salman Rushdie foi esfaqueado na última sexta (12) (Foto: Agência Efe/Folhapress)

O escritor anglo-indiano Salman Rushdie foi desentubado neste sábado (13), afirmou o agente dele, Andrew Wylie. As informações são de que o autor de “Os Versos Satânicos”, esfaqueado na última sexta (12), está melhorando e pode recuperar o movimento da mão, mesmo tendo os nervos do braço afetados pelo ataque. O autor ainda pode perder um olho, e foi muito ferido no queixo e na barriga, onde teve seu fígado atingido.

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Hadi Matar, de 24 anos, invadiu o palco da Chautauqua Institution, localizada na cidade de mesmo nome, a cerca de sete horas de carro de Nova York, e esfaqueou o escritor de 75 anos no pescoço e no abdômen, segundo a polícia. Uma testemunha contou à agência Associated Press que viu o autor receber de dez a 15 golpes. O homem já foi indiciado por tentativa de homicídio.

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O autor, que recebe ameaças de morte do governo do Irã desde os anos 1980, caiu no chão, foi socorrido e levado ao hospital de helicóptero, onde passou por uma cirurgia e onde sobrevivia graças a um respirador.

O entrevistador que o acompanhava no evento também foi ferido, mas já recebeu alta. Ainda segundo a polícia nova-iorquina, o suspeito de atacar o escritor foi detido e está sob custódia -Matar estava vestido de preto e mascarado durante o ataque. Ainda não se sabe a nacionalidade ou motivação do agressor e o FBI está envolvido na investigação.

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Havia agentes policiais no auditório onde Rushdie foi atacado, com capacidade para milhares de pessoas, mas não um esquema especial de segurança com detector de metais.

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Um dos maiores escritores de sua geração e conhecido por suas posições libertárias, Rushdie é perseguido por autoridades iranianas por blasfêmia desde a publicação de “Os Versos Satânicos” em 1988, romance de fantasia considerado ofensivo a Maomé e à fé islâmica.

À época do lançamento do livro, o aiatolá Khomeini defendeu que o escritor fosse assassinado, e a perseguição foi mantida em vigor pelas mais altas autoridades religiosas do Irã.

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