Família de Timbó abriu empresas e enriqueceu às custas de fraudes na prefeitura, diz polícia

Operação "Credenciamento" buscou novas provas para comprovar ação ilegal de empresários e servidores

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Polícia Civil esteve nas casas dos suspeitos (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

Uma família de Timbó é investigada pela Polícia Civil por abrir empresas e enriquecer ao prestar serviços à prefeitura da cidade de forma desleal. Conforme as investigações, os envolvidos eram escolhidos a dedo por servidores no momento de credenciar os terceirizados para os trabalhos. Em troca, os funcionários públicos recebiam dinheiro.

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Os agentes cumpriram seis mandados de busca domiciliar nesta quinta-feira (4) durante a operação batizada de “credenciamento”. O nome faz referência à forma como as quatro empresas eram contratadas pelo governo municipal entre 2022 e 2024. Na modalidade do credenciamento, a lei permite que não haja necessidade de licitação, mas critérios objetivos precisam ser seguidos para que o edital contemple igualmente todos os candidatos cadastrados, explica o delegado André Beckman.

— A gente verificou que não havia uma ordem objetiva de distribuição dos serviços da prefeitura. Eles eram direcionados para determinadas pessoas jurídicas, que eram compostas por uma mesma família — detalha.

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Filho, mãe, cunhada, primo e até sogra criaram os negócios com foco em jardinagem, manutenção predial e aluguel de maquinário. No total, cerca de R$ 3 milhões foram pagos pela prefeitura aos investigados pelos trabalhos prestados. Agora, por medida cautelar da Justiça, os suspeitos não podem ser contratados pelo poder público até que a história seja esclarecida.

Os contratos só eram possíveis porque servidores das secretarias de Obras e Saúde participavam do esquema ao selecionar as empresas envolvidas. A Polícia Civil não detalhou quem são os suspeitos e nem os valores que teriam recebido como pagamento pela fraude.

Com mais elementos encontrados na ação desta quinta, as investigações continuam. Ninguém foi preso.

O que diz a prefeitura de Timbó

Em nota, a prefeitura afirmou que aguarda ser notificada oficialmente, mas já reforçou que “as contratações foram realizadas em anos anteriores, de 2022 a 2024, e não possuem relação com a gestão atual. Os servidores alvos da operação também não fazem mais parte do quadro de funcionários públicos. A prefeitura se compromete a auxiliar a Polícia Civil e o judiciário em qualquer investigação, reforçando o compromisso com a verdade e a transparência”.

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