O Conselho Regional de Medicina Veterinária informou que uma equipe de fiscalização foi até o canil do Senado onde o ataque contra a veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, ocorreu na última terça-feira (18), mas foi impedida de entrar. Vitória sofreu uma mordida no pescoço de um cachorro da raça pastor-belga. Segundo o conselho, a justificativa foi de que o local estava preservado para a realização de uma perícia.
O CRMV também confirmou, segundo informações do g1, que o canil do Senado não possui registro na entidade. O cadastro é considerado não obrigatório para estabelecimentos que atuam com animais que não têm atividades relacionadas à medicina veterinária.
No entanto, os canis entram na lista de locais onde há atividades relacionadas à medicina veterinária ou à zootecnia, onde o registro é considerado obrigatório. A TV Globo questionou o senado sobre a falta de registro do canil, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
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Veterinária sofreu parada cardiorrespiratória
Vitória sofreu uma parada cardiorrespiratória, lesão grave na artéria do pescoço e fratura exposta ao ser atacada pelo cachorro enquanto dava ração ao animal. Ela foi encontrada deitada e sangrando por um policial legislativo, que chamou uma ambulância.
A veterinária foi encaminhada ao centro cirúrgico do Hospital de Base, passou por cirurgia e ficou internada por quatro dias, antes de ter a morte confirmada no sábado (22).
O velório aconteceu no domingo (23), no Cemitério Campo da Esperança na Asa Sul, em Brasília.
Cão passou por exames e foi afastados das atividades
O cão faz parte do Serviço de Cinotecnia do Senado, que tem como objetivo treinar cachorros para auxiliarem nas atividades de patrulha e policiamento, detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo, intervenção em distúrbios civis, e suporte em busca e apreensão. Ele foi afastado das atividades operacionais.
Segundo o Senado, o animal passou por exames clínicos e avaliações específicas, “cujos resultados estão sendo aguardados”.
“Por isso, ainda não há definição sobre o destino do animal”, concluiu o Senado.
Caso é investigado como acidente de trabalho
O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia como acidente de trabalho. Vitória já tinha atuado no Senado como estagiária entre 2022 e 2024. Segundo a nota da própria instituição, ela retornou ao Senado como terceirizada.
Na nota, o Senado expressou solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, “lembrada pela dedicação com que sempre desempenhou suas atividades”.
Leia a nota do Senado na íntegra
“O Senado Federal lamenta o falecimento de Vitória Valle de Oliveira Pinha, que atuava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia da Casa. Vitória foi estagiária de Medicina Veterinária no Senado de 2022 a 2024. Posteriormente, retornou à instituição como profissional terceirizada, na prestação do serviço de cuidado dos animais.
Neste momento de dor, o Senado expressa sua solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, lembrada pela dedicação com que sempre desempenhou suas atividades.”




