O suspeito de matar a agente de saúde comunitária, Marlene Ferrari (61), confirmou que estava insatisfeito com as visitas domiciliares mensais prestadas pela vítima. Identificado como Fábio Cecchin (42), o homem foi preso em flagrante por homicídio doloso, pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) em Guaraciaba, logo após o crime na manhã de quarta-feira (04) .
Investigado pela Polícia Civil, Fábio apontou que tem histórico de problemas de saúde mental e episódios de comportamento agressivo. Mas até o momento, não foram apresentados laudos técnicos sobre as condições psíquicas dele no momento do crime.
De acordo com as informações do delegado Eric Rosada, não foram encontrados indícios de crime de Feminicídio, com motivação relacionada à condição de mulher da vítima. Também não houveram suspeitas de violência doméstica ou familiar. Entretanto a ocorrência segue em aberto.
Suspeito estava irritado com as visitas
Marlene realizava atendimentos à domicílio e era conhecida no município de Guaraciaba pelos seus serviços de saúde. Na manhã do crime, a mulher se deslocava entre pacientes quando foi atingida no tórax por disparos de uma espingarda de pressão de ar comprimido, calibre 6,35 milímetros. Ela não sobreviveu aos feriemntos e morreu ainda no local.
A mãe de Fábio foi a primeira pessoa a encontrar Marlene caída na estrada e chamar a polícia. O suspeito tentou fugir com sua motocicleta, mas foi encontrado pela PM na BR-163. Ele carregava algumas munições, mas arma foi apreendida sobre sua cama. Fábio confirmou o crime ainda no local.
Reconhecimento da vítima
Em nota, a prefeitura de Guaraciaba manifestou pesar pela morte da agente comunitária de saúde e decretou três dias de luto em homenágem a Marlene. O período simbólico encerra nesta sexta-feira (06).
O velório da vítima aconteceu na quinta-feira (05), na Capela Santa Terezinha, na Linha Guataparema, e o corpo foi enterrado no Cemitério Municipal de Descanso.
*Sob supervisão de Daiane Nora
