Homem é condenado a 34 anos de prisão pela morte da atleta Patrícia Ribeiro em SC

Patrícia Ribeiro, de 21 anos, foi baleada no Centro da cidade após uma discussão na madrugada de junho de 2025

Compartilhe:
Patrícia Ribeiro, de 21 anos

Patrícia tinha 21 anos (Foto: Reprodução)

A morte da atleta Patrícia Ribeiro, de 21 anos, teve um novo capítulo nesta quinta-feira (18), com a decisão do Tribunal do Júri de Chapecó. Acusado de efetuar os disparos que tiraram a vida da jovem, um dos réus foi condenado a 34 anos e oito meses de prisão em regime fechado. O segundo acusado foi absolvido.

Continua após a publicidade

A sentença também determina que o condenado permaneça preso e não possa recorrer em liberdade. Já o outro investigado foi inocentado após os jurados entenderem que não havia provas suficientes de sua participação direta no crime.

Atleta promissora: quem era Patrícia Ribeiro

Natural de Concórdia, Patrícia atuava pelo Imperatriz Futsal Feminino e era considerada uma atleta promissora. Ela foi morta na madrugada de 7 de junho de 2025, na avenida Getúlio Vargas, uma das principais vias de Chapecó.

Continua após a publicidade

Segundo a investigação da Polícia Civil, a jovem estava com amigos após uma confraternização quando o grupo parou para comprar lanche. Durante a parada, um veículo ocupado por dois homens se aproximou e estacionou ao lado.

Conforme os autos do processo, os ocupantes do carro passaram a dirigir comentários e investidas às mulheres que estavam no local. A situação gerou desconforto e, em determinado momento, Patrícia teria saído do veículo para questionar os envolvidos.

A discussão evoluiu rapidamente e terminou em violência. Disparos de arma de fogo foram efetuados contra a jovem, que foi atingida principalmente na região do tórax. Mesmo ferida, Patrícia ainda tentou buscar ajuda, atravessando a rua, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Outro integrante do grupo também foi atingido de raspão por um dos tiros ao sair do veículo após ouvir os disparos. Os autores fugiram logo após o crime.

Continua após a publicidade

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou a acusação de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, argumentando que o crime ocorreu após a resistência da vítima às investidas dos acusados e que Patrícia foi surpreendida sem possibilidade de defesa.