Uma megaoperação contra uma facção apontada como a maior de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cumpre mandados em Santa Catarina na manhã desta quarta-feira (26) para desarticular financeiramente a organização criminosa. Segundo a delegada Fernanda Amorim, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil gaúcha, o objetivo é bloquear R$ 6 milhões.
Além de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, outros três estados são alvos de mandados de busca e apreensão e prisão: São Paulo, Tocantins e Goiás. Segundo informações da GZH, esses estados também possuem atuação do grupo criminoso. Ao todo, 480 policiais participam da operação, que resulta de uma investigação de um ano e três meses do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Conforme a delegada, a organização também possui conexões com outros países, como o Paraguai. O grupo praticava o tráfico de armas, munições e explosivos sob encomenda, a clonagem de veículos sob encomenda, o tráfico de entorpecentes, a constituição e o financiamento de organização criminosa armada, segundo a polícia, também aliciando adolescentes.
Cerca de 13 pessoas que estão entre os alvos dos mandados já estão dentro do sistema prisional.
Empresa de fachada usada para lavagem de dinheiro
Uma empresa de fachada, usada para administrar a cantina dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, era usada para lavar dinheiro, segundo as informações da GZH.
“Estamos falando de uma organização criminosa com diversas camadas: homicídios, tráfico de entorpecentes, tráfico de armas e munições. Estamos visando o atingimento de ponta a ponta das lideranças que continuam comandando, inclusive outros delitos como os arremessos de drones em penitenciárias, quando segregados em unidades prisionais”, disse a a delegada.
