O juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira, em São Paulo, marcou o julgamento dos quatro réus pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, para 17 de setembro de 2026, às 12h30min. A jovem morreu ao ser arremessada da Ponte do Esqueleto em um salto de rope jump há pouco mais de dois meses sem a corda principal de segurança, no dia 13 de junho.
Os réus são a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves; e os instrutores que arremessaram a jovem, Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff. Na decisão, o juiz citou “extrema indiferença à vida humana” e omissão de medidas de segurança por parte do grupo responsável pelos saltos. Para ele, interesses econômicos estariam sendo priorizados pela “empresa”, que não era formalmente registrada e já tinha novos eventos marcados, conforme informações do g1.
Por isso, a Justiça manteve a prisão dos acusados. A decisão ocorre após as defesas solicitarem habeas corpus, com o argumento de que eles são réus são primários, têm residência fixa, trabalho e filhos menores. As defesas também pediram a absolvição sumária dos réus, quando o juiz recebe a denúncia e absolve o acusado antes da instrução criminal, solicitação negada pelo magistrado.
O juiz apontou que o grupo representa um risco para a investigação e para a ordem pública. Isso porque eles teriam tentado apagar o vídeo do salto e o perfil da empresa nas redes sociais. Assim, a continuidade da prisão seria necessária.
Entenda como deveria ter sido feito o salto de rope jump
Salto da jovem foi gravado pelo celular dela
A queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi gravada pelo próprio celular da jovem. As imagens mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo da vítima no momento do salto.
O vídeo foi obtido pelo Fantástico e mostra o momento que Maria Eduarda é carregada por três instrutores e lançada. O momento do lançamento foi cortado no vídeo, já que as imagens são fortes. Também é possível ver, no registro, um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a “Entre Cordas”.
Outros registros do momento do salto em ângulos diferentes já tinham sido divulgados anteriormente. Este vídeo, no entanto, foi registrado no próprio celular de Maria Eduarda e ainda não havia sido divulgado.







