A morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, após ser arremessada da Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo, em um salto de rope jump, fez Luiz Cardoso relembrar a tragédia vivida com o filho em 2020 após um acidente semelhante durante a prática do mesmo esporte, dessa vez em Minas Gerais. Adam Esteves Cardoso tinha 25 anos quando a extensão da corda que o segurava no salto foi calculada de forma errada.

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— A gente nunca esquece. Eu mudei totalmente depois da morte dele. Sempre me emociono quando lembro. Com o tempo, tento guardar as lembranças boas, mas a dor continua — lembrou Luiz.

Ele afirma que ninguém foi responsabilizado no caso de Adam, e que espera que com Maria Eduarda seja diferente. Três instrutores foram presos no sábado (13), mesmo dia da morte da jovem de 21 anos.

— Espero que a Justiça condene os responsáveis e que eles paguem pelo que fizeram. No caso do meu filho, isso não aconteceu — disse.

O que é o rope jump

O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.

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Erros humanos nos dois casos

Na morte de Adam, as investigações concluíram que o organizador do salto errou o cálculo da corda e também operava com procedimentos precários, sem equipe suficiente que garantiria a segurança dos participantes.

O responsável foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público. Dessa forma, o homem foi condenado a pagar R$ 3 mil e 44 parcelas de R$ 500.

— Foi muito difícil aceitar. Meu filho perdeu a vida e a sensação que ficou foi de impunidade — disse Luiz.

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No caso de Maria Eduarda, a jovem foi lançada sem a corda principal de segurança. Os três investigados são suspeitos de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

— Espero que a justiça seja diferente, que eles paguem pelo que fizeram e que não ocorra da forma como foi feito aqui em Minas com meu filho. Eles têm que pagar pelo que fizeram com essa menina. Digo para a família dessa jovem para ficar com Deus e orar. Aceitar é difícil. É difícil para um pai perder um filho assim — afirmou.

Como foi a queda de Adam

A morte de Adam aconteceu após ele subir no parapeito de um viaduto para praticar um salto de rope jump. Ele estava amarrado a cordas e equipado com um capacete para pular em uma queda de 107 metros de altura.

A corda que estava presa ao corpo de Adam deveria ter ficado a pelo menos cinco metros do chão quando esticada, mas assim que pulou, o jovem foi de encontro ao solo, e morreu ainda no local por politraumatismo craniano.

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O jovem, que era dono de uma empresa que fornecia internet banda larga para cliente no município de Nova Era, em Minas Gerais, foi a 16° pessoa a saltar naquele dia, antecedido por um primo que o acompanhava.

Pessoas que aguardavam para saltar filmaram a queda de Maria Eduarda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13). Segundo as investigações, a estudante participava da modalidade “aviãozinho” quando não teria sido conectada corretamente ao sistema de segurança.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”

Os três instrutores foram presos em flagrante após o acidente e, posteriormente, tiveram suas prisões convertidas para preventivas. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável pela atividade.

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*Com informações do O Globo