A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após ser arremessada de uma altura de 40 metros em um salto de rope jump sem a corda principal de segurança, motivou o bloqueio da Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo. De acordo com a Secretaria do Patrimônio da União, a demolição do local está sendo estudada.
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A pasta realizou uma reunião na terça-feira (16) para discutir o desmonte da ponte. A implosão, no entanto, exige licitação e licenças ambientais. Por isso, neste primeiro momento, serão colocadas estruturas sólidas para bloquear totalmente os acessos à ponte, que fica em uma ramal ferroviária da antiga Rede Ferroviária Federal.
O local, que fica entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, é frequentemente usado para prática de esportes radicais, como o rope jump. Depois que a tragédia com a jovem aconteceu, as prefeituras dos municípios afirmaram que a responsabilidade pelo local é do governo federal, já que a ponte é um patrimônio da União. O governo, por outro lado, disse que as prefeituras tinham que fiscalizar as atividades realizadas na estrutura.
O que é o rope jump
O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.
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Prefeituras apoiam demolição
Em uma reunião realizada na segunda-feira (15) entre União e os municípios, o prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos) e prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad (União), defenderam a demolição para “evitar outras tragédias“.
— Estamos tratando de uma área que apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que continua atraindo pessoas mesmo interditada. A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população — afirmou Murilo Félix.
A União propôs a retirada das cabeceiras da ponte até que seja possível a contratação da implosão. Já os municípios se comprometeram a abrir as valetas para restringir o acesso à ponte.
A possibilidade de doação ou cessão da ponte ao município de Limeira também foi discutida, mas o prefeito afirmou que não há interesse público.
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Pessoas que aguardavam para saltar filmaram a queda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13). Segundo as investigações, a estudante participava da modalidade “aviãozinho” quando não teria sido conectada corretamente ao sistema de segurança.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”.
Os três instrutores foram presos em flagrante após o acidente e, posteriormente, tiveram suas prisões convertidas para preventivas. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável pela atividade.
*Com informações do g1 e do Uol








