O grupo responsável por organizar o salto de rope jump que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, São Paulo, planejava realizar cerca de 100 saltos no mesmo dia em que a jovem morreu, no sábado (13). Cada salto tinha valor fixo de R$ 180, com uma cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, o que significa que o faturamento bruto passaria de R$ 15 mil. Com informações da CNN.
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O salto foi realizado na Ponte do Esqueleto, promovido pela empresa Entre Cordas que, em depoimento, admitiu não possuir CNPJ, alvará municipal ou autorização formal para realizar os saltos. Foram apreendidos comprovantes de transações bancárias.
Instrutores dizem não entender o que aconteceu
Um dos instrutores presos afirmou, em depoimento, que o caso foi uma “fatalidade” e que a empresa não tinha autorização formal porque o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, o que faz a atividade depender apenas da experiência dos instrutores.
Segundo o instrutor, todos os saltos anteriores tinham passado por fiscalização e, por isso, ele não sabe dizer o que aconteceu no momento do acidente com Maria Eduarda.
— É algo que a gente está sem entender até agora — afirmou em depoimento.
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Outro profissional afirmou que o equipamento aguenta mais de duas toneladas, mas que não sabe como não percebeu a ausência da corda antes do arremesso.
O que é o rope jump
O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.
Pessoas que aguardavam para saltar filmaram a queda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13). Segundo as investigações, a estudante participava da modalidade “aviãozinho” quando não teria sido conectada corretamente ao sistema de segurança.
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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”.
Os três instrutores foram presos em flagrante após o acidente e, posteriormente, tiveram suas prisões convertidas para preventivas. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável pela atividade.








