O motorista que atropelou dois adolescentes, fugiu e foi encontrado pela polícia horas depois, foi condenado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (20). No acidente, que ocorreu em 20 de julho do ano passado em Blumenau, Eduardo Gomes, de 14 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Já um amigo dele, que também foi atingido, sobreviveu.
O réu, de 30 anos, foi condenado por homicídio com dolo eventual. Com quatro votos a três, serão 12 anos de reclusão em regime fechado, um ano e seis meses de detenção, além da suspensão de dirigir por seis meses. Ele estava preso preventivamente há um ano e dois meses.
Relembre o caso
O caso aconteceu no dia 20 de julho de 2024, um sábado à noite, na Rua Frei Estanislau Schaette, na região da Água Verde. Dois adolescentes voltavam para casa, após uma tarde jogando futebol no Parque Ramiro Ruediger, quando foram atropelados na faixa de pedestres por um carro em alta velocidade.
Um deles era Eduardo, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Os bombeiros militares relataram que o menino já estava sem vida quando chegaram ao local do acidente, por volta das 18h. O adolescente sofreu um ferimento grave na cabeça e a morte foi confirmada por uma equipe do Samu.
O segundo adolescente, de 12 anos, sobreviveu e foi levado ao Hospital Santo Antônio com uma lesão na perna e escoriações. Andrea Del Mestre, mãe do menino, conta que o filho sobreviveu por ter o reflexo de pular no momento em que viu o carro e, por isso, sofreu apenas uma fratura no pé. Porém, a mãe conta que o choque psicológico foi grave.

O motorista do Volkswagen Nivus fugiu do local sem prestar socorro aos adolescentes. Segundo a Polícia Militar, o réu teria abandonado o carro, que era alugado, na casa em que morava com a tia na rua Ricardo Altohff, no bairro Passo Manso, e pegou uma motocicleta para ir de encontro a uma amiga, que estava a caminho de uma festa. Horas depois, ele foi encontrado pela polícia e preso em flagrante por volta das 21h.
Na época, a polícia contou que o motorista chegou à festa e não falou nada sobre o atropelamento com os amigos. O grupo pretendia seguir a festa em Balneário Camboriú. Após descobrirem sobre o caso, os amigos colaboraram com a investigação, ainda de acordo com entrevistas da Polícia Militar na época. Já o advogado do condenado contestou a versão e disse que o cliente nunca foi à nenhuma festa, apenas estava junto de amigas.
O réu se negou a fazer o teste do bafômetro, mas os policiais notaram sinais de que ele havia consumido álcool e fizeram um auto de constatação de embriaguez. Também foram encontrados com ele, junto aos documentos, dois comprimidos de ecstasy. Em depoimento para a polícia, ele afirmou que “fugiu porque entrou em pânico”. O delegado de polícia Rafael Lorencetti, que investigou o caso, afirma que o motorista assumiu o crime e também que estava embriagado no momento do atropelamento.
Leia também
Prédio do antigo Besc é interditado após objeto atingir pedestre no Centro de Blumenau
