Um homem foi condenado a 46 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pelo abuso sexual da enteada na Serra catarinense. O processo tramita em segredo de justiça.
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Os crimes ocorreram entre 2016 e 2020, quando a vítima tinha entre 10 e 14 anos. Durante esse período, o réu ameaçava a menina para garantir seu silêncio.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o processo revelou que os abusos começaram com comportamentos inadequados, como olhares insistentes e aproximações indevidas. O homem espiava a criança no banho e tocava o corpo da menina de forma abusiva.
A violência se agravou após a família se mudar para outra região, momento em que a mãe passou a ficar mais tempo fora de casa devido ao trabalho.
Além dos atos sexuais, o padrasto intimidava a vítima com ameaças como: “Se você gritar ou contar para alguém, você vai ver”. Ele também dizia que ninguém acreditaria nela, segundo o TJSC.
O réu foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável e estupro continuado. A Justiça negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou sua prisão preventiva, considerando o risco de reincidência, especialmente contra a dignidade sexual.
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