Após 40 dias da queda de um avião carregado com 198 quilos de cocaína em Alagoas, o corpo do piloto Timothy Clark foi liberado nesta semana no Instituto Médico Legal de Maceió. A droga estava embalada com rótulo falso da empresa de Elon Musk (veja fotos abaixo). De acordo com o jornal City Pass, o homem era australiano e fez fortuna no tráfico ao transportar reiteradamente drogas da África do Sul para o Brasil.
O jornal Daily Mail revelou que, antes de entrar para o mundo do crime, Clark trabalhou como diretor e secretário de várias empresas de investimento que operavam na Austrália e na África. Após começar a transportar drogas, teria feito cerca de 30 viagens entre a África do Sul e o Brasil, faturando aproximadamente R$ 118 milhões com a operação neste trecho.
A Polícia Federal do Brasil está apurando a origem e o destino da cocaína que o australiano transportava no dia em que caiu em canavial perto do centro de Coruripe, no litoral Sul de Alagoas. A droga estava embalada em dezenas de tabletes, que estavam cobertos com plástico marrom e adesivos da SpaceX, do bilionário Elon Musk.
Segundo as autoridades, o avião tinha tanques de combustíveis extras, o que pode indicar que a viagem seria mais longa se o acidente não tivesse ocorrido. O avião não tinha matrícula legal no Brasil, segundo o UOL, e tinha registro na Zâmbia, país da África do Sul. Ele voava com todos os equipamentos de localização por radar desligados.
Timothy Clark, de 46 anos, será sepultado na Austrália.



