Ana Paula Veloso Fernandes, de 36 anos, apontada pela Polícia Civil como uma serial killer por ter matado pelo menos quatro pessoas envenenadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, pode ter feito outras vítimas, de acordo com o delegado Halisson Ideião, responsável pelo caso.
Uma tentativa de homicídio, que teria ocorrido no dia anterior à morte de Neil Correa da Silva, de 65 anos, em abril, é investigada e pode ter ligação com Ana Paula. Por isso, a polícia não descarta outras mortes.
— Além das quatro mortes, a gente suspeita que existam outras. Existem indícios de que outros possíveis crimes possam ter sido cometidos também — disse o delegado.
Os telefones de Ana Paula e da irmã gêmea dela, Roberta Cristina Veloso Fernandes, são monitorados para entender se outras pessoas que tiveram algum problema com elas estão bem e saudáveis.
— Tem um caminhoneiro que entrou em atrito com elas devido à falta de pagamento por causa de um frete que fez para elas. Depois daquelas conversas, a gente não conseguiu mais encontrar nenhum relato dessa pessoa, então, a gente está tentando buscar maiores informações, saber se essa pessoa está viva, se não está — afirmou.
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Ana Paula confessou duas mortes
A mulher confessou à polícia que matou o pai de uma amiga e o proprietário da casa em que morava em São Paulo. No entanto, negou outros dois crimes que são atribuídos a ela pela polícia: a de uma amiga e de um tunisiano, com quem teve um relacionamento.
— Eu ajudei uma amiga que mandou matar o pai, o Neil, e o Marcelo Hari Fonseca. A Maria Aparecida e o Hayder Mhazres, não — disse.
A polícia e o Ministério Público, porém, dizem que ela envenenou Maria Aparecida e tentou direcionar as investigações contra o policial militar Diego Sakaguchi, com quem teria tido um relacionamento, e sua esposa.
A suposta quarta vítima, identificada como o tunisiano Hayder Mhazres, teria morrido no bairro do Brás, na capital paulista, no dia 23 de maio. Ana Paula disse que estava com ele e o irmão em um shopping, quando Hayder teria falado que iria ao banheiro. Logo depois, ela disse ter ouvido um grito e foi ver o que era. Chegando lá, ele estaria tendo uma convulsão.
Como investigações iniciaram
Ana Paula passou a ser investigada pela polícia após um bolo com forte odor aparecer, em abril deste ano, na sala de uma universidade em Guarulhos, onde ela cursava Direito. Em depoimento, ela disse que colocou um produto com cheiro forte no bolo e deixou na sala para intimidar uma colega, que havia pesquisado sobre sua vida no Google.
“Para a turma de Direito 4D um ótimo feriadão! Um bolo para adoçar a manhã de vocês”, diz o bilhete deixado com o doce. Foi a própria Ana Paula quem acionou a segurança da universidade, que por sua vez chamou a Polícia Militar.
Ana Paula prestou depoimento no mesmo dia em que o caso aconteceu e informou ter suspeitado que o bolo estivesse envenenado porque o nome que constava na assinatura do bilhete era o da mulher do policial Diego Sakaguchi. Ela acrescentou que não sabia que o PM era casado e que sofreu ameaças da esposa dele.
*Com informações da Folha de S.Paulo e do g1
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