Quem é a família de influenciadores investigada por exploração de apostas online em SC

Investigados divulgavam Jogo do Tigrinho e usavam conta de adolescente de 15 anos com mais de 1,5 milhão de seguidores

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Fábio Rodrigo Moraes e Vanessa Moraes e a filha Lara Moraes; adolescente de 15 anos também era usada para divulgar os sites (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Fábio Rodrigo Moraes, Vanessa Moraes e a filha Lara Moraes; adolescente de 15 anos também era usada para divulgar os sites (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Uma família composta por um casal e duas filhas, incluindo uma adolescente de 15 anos, é investigada por divulgar e explorar plataformas de apostas online na Grande Florianópolis. Eles foram alvo na quinta-feira (27) de seis mandados de busca e apreensão, na operação Game Over da Polícia Civil, onde foram encontrados equipamentos eletrônicos e veículos em casas localizadas em São José e Biguaçu. As informações são do g1.

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Os suspeitos são Fábio Rodrigo Moraes, Vanessa Edilene da Trindade Moraes e Lara Fábia Moraes. Eles também são suspeitos por corrupção da adolescente de 15 anos. Entre os veículos apreendidos, estão um Audi e uma BMW, uma motocicleta e outros dois carros de menor valor. Também foram bloqueados imóveis, móveis e R$ 10 milhões em contas bancárias.

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De acordo com a polícia, a família fazia publicidade de jogos, como o Jogo do Tigrinho, em plataformas digitais por meio de vídeos em que eles próprios apareciam. O conteúdo era divulgado nas redes sociais dos integrantes da família, que acumulam mais de 3,5 milhões de seguidores.

Nos vídeos, eles diziam que ganhavam muito dinheiro com os jogos e disponibilizavam links para acesso às plataformas digitais. Toda vez que os links eram acessados pelos seguidores, que acreditavam que ganhariam com as apostas, a família lucrava.

Porém, os seguidores perdiam os valores apostados, que representava “montante expressivo, relativo às economias de uma vida”, segundo a Polícia Civil. Os suspeitos também utilizaram a conta da adolescente para divulgar os jogos, que tem quase 2 milhões de seguidores.

A polícia investiga os crimes de exploração de jogos de azar, corrupção de menores, estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra as relações de consumo e ordem tributária.

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Para a delegada Inara Drapalski, da Delegacia de Proteção dos Direitos das Mulheres e Crimes Contra as Relações de Consumo, o impacto psicológico, familiar e financeiro gerado pelo “desserviço oferecido pelos influenciadores digitais” é “avassalador”.

— Não medem as consequências de diuturna divulgação irreal de vitórias e amostras de conquistas de fortunas arrecadadas em tempo exíguo e aparentemente sem qualquer esforço — disse.

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O que diz a defesa da família

Em nota, os advogados dos investigados informaram que ainda analisam a situação jurídica e que vão se manifestar no momento oportuno.

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