O suspeito de ter matado Daiana Gisele Müller, de 38 anos, em Ipira, no Oeste catarinense, foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por feminicídio. O caso teve grande repercussão após ser revelado que a vítima acionou o botão do pânico antes do crime, além de ter conseguido uma medida protetiva contra o homem 11 dias antes. O MP quer que o homem seja submetido ao tribunal do Júri para ser julgado por jurados da própria comunidade.
O crime aconteceu no dia 20 de outubro, na Linha Capelinha. Na denúncia, a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Capinzal revelou que Daiana e o homem estavam separados depois de 16 anos juntos, além de terem dois filhos juntos. Depois do término, ele teria enviado mensagens ameaçadoras para ela, afirmando que se ela não voltasse a se relacionar com ele, não ficaria com mais ninguém.
Por isso, a mulher pediu a medida protetiva, concedida pela Justiça. No entanto, o homem descumpriu a ordem e cometeu o feminicídio. Daiana acionou o botão do pânico, mas foi encontrada morta pela polícia dentro de um riacho.
“A vítima havia procurado ajuda, registrado as ameaças e obtido medidas protetivas de urgência, mas, ainda assim, teve a vida interrompida de forma brutal e covarde”, disse o promotor de Justiça Felipe Neiva.
Quem são as vítimas de feminicídio em SC em 2026
Homem confessou o crime
Depois do feminicídio, o homem se apresentou horas depois na delegacia do município de Presidente Castelo Branco. Conforme a denúncia, ele confessou o crime e permanece preso preventivamente desde então.
Há três possibilidades de aumento de pena nesse caso, segundo o MP:
- Vítima mãe de uma criança de 8 anos e de um adolescente de 13 anos;
- Descumprimento de medis protetivas de urgência;
- Motivo torpe pelo inconformismo do homem com o término do relacionamento.



























