Uma onda de furtos que tem preocupado comerciantes do Centro de Joinville deixou prejuízo de R$ 52 mil a uma loja de roupas. A empresa já foi invadida quatro vezes desde o início das atividades na Rua Lages, há cerca de três anos.
Inaugurado em abril de 2023, o brechó registrou quatro ações criminosas, seguindo o mesmo “modus operandi” com a vitrine principal quebrada e objetos de valor levados. Ao NSC Total, a empresa informou que o primeiro furto, inclusive, aconteceu apenas dois meses após a abertura do brechó. “Isso porque a gente paga seguro, paga alarme e monitoramento”, desabafou a sócia proprietária do espaço.
Veja fotos dos arrombamentos na loja no Centro de Joinville
Valor desembolsado pela empresa após os furtos
Ao longo dos últimos anos, a loja sofreu prejuízo de R$ 52 mil, considerando as trocas de vitrines e substituição dos itens furtados pelos suspeitos. “Vidraceiro já até sabe o nosso endereço de cor”, ironizou a empresa.
Quando aconteceram os arrombamentos e qual foi o valor do prejuízo na loja
- Junho de 2023: prejuízo de R$ 20 mil (vidro da vitrine quebrado, celular e quantia em dinheiro levados);
- Outubro de 2023: prejuízo de R$ 10 mil (vidro da vitrine quebrado e uma televisão levada);
- Maio de 2024: prejuízo R$ 10 mil (vidro da vitrine quebrado e uma televisão levada);
- Agosto de 2026: prejuízo de R$ 12 mil (vidro da vitrine quebrado e duas televisões levadas).
Sensação de insegurança no Centro de Joinville
Além da necessidade de enfrentar os prejuízos financeiros, a loja também reforça o pedido de ajuda às forças de segurança da cidade.
O relato se soma aos depoimentos de outros comércios da região que passaram por situações semelhantes nas últimas semanas. Após uma onda de furtos e sequência de vitrines quebradas, um grupo de comerciantes fez um apelo diante da sensação de insegurança vivida no Centro de Joinville.
Uma das empresas impactada pelas invasões criminosas entrou em contato com o NSC Total e informou liderar um grupo de comerciantes da região. “Não é uma manifestação isolada. É uma preocupação compartilhada por pessoas que trabalham, empreendem e investem no Centro e que, há anos, vêm cobrando medidas efetivas do poder público”, afirmou sob sigilo.
“Segurança não pode ser tratada apenas quando o crime acontece. É preciso prevenção e presença permanente. Sem segurança, empresários deixam de investir, novos negócios deixam de abrir e o Centro perde cada vez mais sua capacidade de atrair pessoas, gerar empregos e se desenvolver, afirmou a empresa que lidera o grupo de comerciantes.
Uma carta elaborada, que carrega uma mensagem de reivindicação por mais segurança, principalmente durante a noite, foi entregue ao Síndico do Centro, que ficou responsável pelo protocolo e pelo encaminhamento ao poder público, afirmou a empresa que lidera o movimento.
Na ocasião, a prefeitura de Joinville, procurada pelo NSC Total informou que a presença da Guarda Municipal no Centro de Joinville ocorre de forma “itinerante com patrulhamento em praças, corredores comerciais e outras áreas como a Rua das Palmeiras, Praça da Bailarina e Terminal Central do Transporte Coletivo”. Também informou que o planejamento operacional inclui o patrulhamento no Centro, além de proteção patrimonial dos bens públicos.
“É importante pontuar que o combate aos crimes registrados em estabelecimento privados é uma responsabilidade da Polícia Militar, assim como a investigação destes casos é conduzida pela Polícia Civil. Desta forma, é fundamental que os casos sejam oficialmente registrados por meio de boletim de ocorrência junto à essas forças de segurança”, ressaltou a gestão municipal.
Além disso, por meio de nota, a Polícia Militar informou que acompanha a situação. “Com relação aos casos de arrombamentos, informo que a Polícia Militar já está adotando as providências necessárias, com reforço das rondas, realização de barreiras e demais ações de policiamento, além do levantamento de informações para a identificação e localização dos envolvidos”, destacou a oficial da polícia militar na região.
O NSC Total ainda procurou a Polícia Civil de Joinville, mas não teve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira






