Violência psicológica do marido levou veterinária ao suicídio em SC, diz polícia

Inquérito foi enviado ao Ministério Público, que decide se apresenta denúncia contra o homem à Justiça.

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Investigação teve, inclusive, reprodução simulada dos fatos (Foto: PC, Divulgação)

A Polícia Civil de Navegantes concluiu a investigação sobre a morte de Laura da Silva Ney, de 30 anos. De acordo com o delegado Osnei Valdir de Oliveira, a veterinária cometeu suicídio em decorrência da violência psicológica que sofria do marido.

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Laura foi encontrada sem vida no apartamento onde morava na noite de 27 de setembro do ano passado. Foi o companheiro dela que encontrou o corpo. O homem chegou a ser preso preventivamente durante a investigação, sob a suspeita de ter cometido um feminicídio.

Após análise de imagens, depoimentos de 10 pessoas, produção de uma série de laudos periciais, inclusive com reprodução simulada dos fatos, a polícia entendeu que a veterinária cometeu suicídio enquanto estava sozinha no imóvel no Centro de Navegantes.

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O marido, de 38 anos, conseguiu a soltura e vai responder pelos crimes de violência psicológica contra a mulher e posse ilegal de arma de fogo. Ele foi indicado, ainda, por auxílio ao suicídio qualificado, com o agravante de ter sido praticado por motivo egoístico e pelo fato de a vítima ter diminuído a capacidade de resistência, já que estava em tratamento psicológico com uso de medicamentos controlados. A pena para esse crime varia de quatro a 12 anos de prisão.

— A investigação demonstrou que vinha ocorrendo a violência psicológica, e foi um fator determinante — diz o delegado Osnei.

O inquérito foi enviado ao Ministério Público, que decide se apresenta denúncia contra o homem à Justiça.

O que diz a defesa do indiciado

A defesa do marido da veterinária protocolou na quinta-feira (12), junto ao Ministério Público, um pedido de investigação complementar no inquérito que apura o caso. O advogado contesta pontos do relatório final encaminhado ao Ministério Público, que sugerem o indiciamento do cliente em outros crimes.

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“O pedido considera os equívocos cometidos pela autoridade policial na conclusão anterior, que resultou em uma prisão injustificada e ilegal por quase 30 dias. Agora, mais uma vez, o relatório final, de forma precipitada, apresenta um indiciamento sem provas, tornando o cliente vítima de acusações injustas”, diz a defesa.

O advogado aponta ainda que o cliente foi ouvido apenas uma vez durante o curso das investigações e que, após a mudança na linha investigativa, não foi novamente interrogado pela Polícia Civil. A defesa requer que o cliente seja reinterrogado e que as testemunhas indicadas, ainda não ouvidas, sejam incluídas nas diligências.

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A defesa sustenta que “o aprofundamento das investigações permitirá o esclarecimento completo e a comprovação da inocência do mesmo”.

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