O fenômeno do El Niño deve se intensificar rapidamente nos próximos meses entre o fim do inverno e o início da primavera, em Santa Catarina. Para a Defesa Civil é preciso atenção aos possíveis impactos do fenômeno na região.
O cenário de observação ao fenômeno é semelhante no restante do mundo, após a divulgação de novos dados do Centro de Previsão Climática (PCC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) nesta quinta-feira (13).
A região do Niño 3.4, no Oceano Pacífico, é uma das principais referências para o monitoramento do fenômeno. Em julho, a temperatura ficou 1,4 °C acima da média, indicando um El Niño de intensidade moderada a forte, segundo a Defesa Civil.
Super El Niño pode ocorrer no fim do ano em SC
Em território catarinense, o auge do fenômeno está previsto para os meses de novembro, dezembro e janeiro, segundo a Defesa Civil de Santa Catarina. É nesse período que pode ocorrer a formação de um “super El Niño”, ou de um evento classificado como “forte” ou “muito forte”.
As projeções apresentadas pela Defesa Civil em maio deste ano apontavam mais de 30% de chance desse cenário se concretizar em Santa Catarina. Ainda assim, especialistas reforçam que a intensidade definitiva do fenômeno só poderá ser confirmada ao longo do ano.
Questionado sobre como a Defesa Civil classifica o cenário atual, o meteorologista Caio Guerra afirmou que o risco é considerado alto e preocupante, especialmente para o período da primavera, historicamente mais crítico em Santa Catarina. Apesar disso, ainda não é possível cravar a ocorrência de desastres climáticos no Estado.
O El Niño em 10 passos
Onda de calor em meio ao inverno no Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) monitora uma possível onda de calor no Brasil em meio ao inverno nos próximos dias. No Centro-Oeste, as temperaturas máximas podem chegar aos 40°C, principalmente no interior da região. O motivo é a baixa umidade do ar, que já provoca alerta em grande parte do Centro-Oeste, sul do Pará, partes do Nordeste e Sudeste, além do afastamento de uma massa de ar frio.
Para que uma onda de calor aconteça, as temperaturas máximas devem ficar 5°C acima da média por pelo menos cinco dias consecutivos. Os termômetros já começaram a subir nesta quinta-feira (13), com 30°C em São Paulo, depois que o frio de 18°C de máxima fez parte da rotina dos paulistas.
Nos estados do Sul do Brasil, o calor também chega, embora não com a mesma força que nas outras regiões, como em Curitiba, onde as máximas chegam aos 26°C. No entanto, no Extremo Norte do Paraná, por exemplo, as temperaturas podem chegar aos 38°C.
Entre o sábado (15) e a segunda-feira (17), quando a chuva também se afasta dos estados, as temperaturas devem subir para acima de 30°C no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com registros de até 35°C, conforme o Meteored.
Influência do El Niño
Conforme o Meteored, uma das influências para as altas temperaturas também é a atuação do El Niño, onde as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial aquecem mais que o normal. Com isso, as temperaturas podem ficar acima da média, com períodos maiores de calor intenso no Brasil.
O inverno, por exemplo, pode ter máximas mais altas neste ano.















