Onde está o ciclone bomba? Sistema se afasta, mas Brasil segue em alerta para temporais e ventos de até 60 km/h

Ciclone já está afastado do Brasil e permanece em alto-mar, na altura do litoral da Argentina, neste sábado (8)

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Ciclone está afastado do Brasil, em alto-mar, mas instabilidade ainda deixa estados em alerta neste fim de semana (Foto: Banco de imagens e Epagri/Ciram)

O ciclone bomba que esteve associado aos alertas meteorológicos dos últimos dias já está afastado do Brasil e permanece em alto-mar, na altura do litoral da Argentina, neste sábado (8). Mesmo com o afastamento do sistema, áreas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país ainda têm previsão de temporais e vendaval neste fim de semana, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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A atualização da Epagri/Ciram na manhã deste sábado (8) aponta a presença de uma área de maior nebulosidade sobre o oceano, na altura do Litoral Sul do Brasil, associada ao deslocamento de uma frente fria e ao ciclone extratropical no litoral da Argentina.

“A frente fria passou por nós na noite de quinta-feira, e o ciclone (passou) na Argentina”, explica o meteorologista Marcelo Martins, da Epagri/Ciram.

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Conforme o Inmet, mesmo com o afastamento do ciclone, a chuva continua devido à faixa de instabilidade formada entre a massa de ar frio que avança pelo Sul e o ar quente e seco que predomina mais ao Norte. É nessa área de transição que o Inmet prevê tempestades entre o Paraná, Santa Catarina e outras áreas do país.

Nove estados seguem em alerta

Estados do Sul, Centro-Oeste e Sudeste seguem em alerta amarelo para tempestades e vendaval neste sábado (8), segundo o Inmet. Os avisos de perigo potencial são válidos até as 23h59.

  • Tempestade: chuva de 20 a 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, ventos de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo. Há baixo risco de corte de energia, danos em plantações, queda de galhos e alagamentos. Abrange áreas dos estados: Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Vendaval: ventos entre 40 e 60 km/h, com baixo risco de queda de galhos de árvores. Abrange áreas de Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Veja os alertas vigentes

Chuva continua no domingo

Apesar do afastamento do ciclone, a instabilidade continua no Sul. Segundo a previsão do Inmet, neste sábado há condições de chuva com trovoadas isoladas em Santa Catarina e no Paraná durante a tarde e a noite.

No domingo (9), a chuva com trovoadas deve ocorrer no Paraná, no centro-norte e oeste de Santa Catarina e na divisa do Estado com o noroeste do Rio Grande do Sul.

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Frio intenso chega após a chuva

Com o afastamento do ciclone e a passagem das instabilidades, uma massa de ar frio avança pelo Sul do Brasil. O resfriamento favorece a formação de geada no Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina.

Neste sábado, há possibilidade de geada ao amanhecer no centro-sul de Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul. No sul gaúcho, a previsão indica geada mais intensa.

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No domingo, a condição permanece no centro-sul do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, o frio ganha força após a passagem das instabilidades.

A queda nas temperaturas será ainda mais perceptível na segunda-feira (10). Em Curitiba, a mínima prevista é de 3°C, com máxima de 11°C. Em Porto Alegre, a máxima deve permanecer abaixo dos 16°C nos próximos dias.

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A partir de segunda, o ar frio também avança para São Paulo e Rio de Janeiro, mas com menor intensidade.

O que é um ciclone bomba e quais os seus efeitos no Brasil?

ciclone bomba é um tipo de ciclone extratropical e recebe esse nome por conta da velocidade com que o fenômeno ganha intensidade, geralmente em poucas horas. Conforme meteorologistas da Climatempo, o ciclone se configurou como um ciclone bomba na sexta-feira (7).

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O Brasil não foi afetado diretamente pelo ciclone, e sim por uma frente fria associada ao fenômeno:

“A intensidade dos impactos em Santa Catarina depende, principalmente, do local onde ocorre a intensificação do ciclone”, afirma a meteorologista da Defesa Civil, Nicolle Reis. “Se o processo ocorre em alto mar, mais distante do continente, esses efeitos tendem a ser menos intensos no estado”, complementa a especialista.