Monitoramento da Ponte Anita Garibaldi continua e tráfego deve seguir restrito até outubro, diz concessionária

Ponte segue com tráfego apenas em uma pista em cada sentido; em julho, ponte foi totalmente interditada

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Ponte Anita Garibaldi, Laguna

Ponte fica na BR-101, em Laguna, Sul catarinense (Foto: ViaCosteira, Divulgação)

Os monitoramentos e análises técnicas da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, Sul de Santa Catarina, devem seguir ao menos até o começo de outubro, segundo a concessionária ViaCosteira, responsável pela ponte e pelo trecho sul da BR-101 em SC.

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Com isso, a estrutura segue, durante setembro, com tráfego parcial. Segundo a concessionária, especialistas responsáveis pelas avaliações “continuam analisando os dados coletados por sensores e inspeções realizadas no local por equipes técnicas especializadas, com o objetivo de complementar os estudos em andamento e subsidiar a definição da necessidade de reforços estruturais adicionais”.

Até agora, os resultados obtidos indicam comportamento adequado da estrutura, o que, conforme a ViaCosteira, significa que a estrutura segue apta e segura para circulação de veículos dentro das condições operacionais estabelecidas.

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A ponte continua com tráfego em apenas uma faixa por sentido, com velocidade máxima de 50 km/h. Segue vigente ainda a restrição para o trânsito de cargas com mais de 10 toneladas por eixo e largura de mais de quatro metros.

A novela da Ponte Anita Garibaldi

Em julho, a ponte foi totalmente interditada durante 10 dias, depois que uma inspeção identificou o rompimento parcial de fios internos em cabos de sustentação. Laudos apontaram problemas nos cabos 4E e 4D, localizados no Pilar 35.

Na ocasião, foi colocado em prática um plano emergencial, que incluiu o reforço de quatro estais. A concessionária e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmaram que o bloqueio foi preventivo e que não havia risco estrutural.

A ANTT abriu um processo administrativo para investigar se os problemas registrados na ponte podem estar relacionados a defeitos ocultos de construção. O caso também é acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF).