Como se planejar para comprar o primeiro imóvel

O sonho de sair do aluguel pode ser realizado em um curto ou médio prazo

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Planejamento financeiro é essencial para realizar o sonho da casa própria. (Foto: Freepik)

O mercado imobiliário tem demonstrado rápida recuperação dos reflexos da pandemia, e ao se aquecer novamente, oferece inúmeras oportunidades para investidores. A tendência é de que o setor continue numa crescente nos próximos anos, e a projeção da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) é de um crescimento de mais de 12% no Brasil em relação ao ano passado.

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A forte crise motivada pela pandemia gerou um aumento da inflação, sendo necessário o aumento também da taxa de juros, causando uma retração do mercado. Esse fator afetou também o poder de compra das famílias durante um determinado tempo, mas já é possível sentir sinais de recuperação neste sentido.

Mesmo em períodos de instabilidade, o mercado imobiliário brasileiro oferece diversas oportunidades. Sendo assim, é possível encontrar opções de negócios que atendem a todos os tipos de gostos e bolsos em qualquer momento. Porém, devido à recuperação da economia, no momento atual os preços tendem a apresentar uma queda, favorecendo os negócios imobiliários. A seguir, trazemos alguns pontos caso você tenha no seu horizonte o desejo de comprar o primeiro imóvel e queira dar esse passo com uma boa dose de planejamento financeiro.

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Planejamento financeiro

Morar de aluguel acaba sendo uma despesa fixa que pesa bastante no fim do mês, além de ser um gasto sem retorno futuro. Portanto, comprar o próprio imóvel e sair do aluguel é uma oportunidade interessante não só para construir autonomia, mas também para adquirir um patrimônio e ter um investimento que pode render frutos para toda a família – além de se valorizar com o passar do tempo. Mas isso exige planejamento, já que, em muitas ocasiões, os investimentos em imóveis são bastante elevados.

Após se organizar financeiramente para dar esse passo, é possível encontrar financiamentos com taxas bastante convidativas que cabem no bolso e não pesam no orçamento. O valor muitas vezes é similar ao valor de um aluguel. Nesses casos o que pesa na decisão é o valor de entrada.

A entrada exigida geralmente varia de acordo com a renda familiar. A média é de 20% do valor do imóvel, e o restante pode ser financiado. Quanto maior a entrada, melhores as condições para o parcelamento do saldo devedor. Parcelar a entrada é uma opção bastante comum oferecida por construtoras e financiadoras. Mas, de acordo com Karin Krenkel, especialista da plataforma de investimentos Warren, essa não é uma boa alternativa.

— Parcelar a entrada de um imóvel não é uma boa opção, principalmente se for realizar um financiamento imobiliário. A modalidade para esse tipo de financiamento exige garantias e a taxa de juros é muito alta — alerta a especialista de investimentos.

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Quem já economizou, juntou dinheiro e quer comprar à vista, também deve pensar sobre a decisão. Financeiramente falando, dificilmente haveria um retorno maior em investimentos que não fossem de alto risco. Por outro lado, é arriscado abrir mão da tranquilidade de se ter uma reserva de emergência.

A decisão entre financiar o imóvel ou economizar para fazer o pagamento à vista envolve diversos fatores. Karin explica que é importante levar em consideração o momento de vida, quanto tempo pretende morar no local, além de uma série de gastos extras que podem surgir.

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— Se você decidir financiar o imóvel, assumirá um compromisso de longo prazo, geralmente décadas. Ou seja, a disciplina financeira deverá se tornar uma obrigação, caso ainda não seja. Achar a solução ideal sem ter que pagar tudo à vista e nem financiar por muito tempo, depende de muitos fatores. Se você tem uma boa quantia guardada, dê uma entrada maior. Com isso, o valor financiado diminui e assim menos juros serão pagos. A vantagem dessa estratégia é que você pode se mudar imediatamente para o imóvel, sem precisar esperar anos até ter recursos para a compra à vista — orienta a especialista.

— Caso você tenha decidido pagar à vista, esteja preparado para fazer uma boa negociação. Especialistas consideram que essa redução deve ser de pelo menos 5% do preço final do imóvel— frisa Karin.

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A especialista da Warren ainda recomenda analisar quanto tempo seria necessário até levantar a quantia para o pagamento à vista, levando em consideração que, neste período, é provável estar submetido ao mercado de aluguéis e as flutuações dos preços neste mercado.

Além disso, há grandes chances do imóvel ter uma valorização nesse intervalo. Neste cenário, o financiamento torna-se uma opção mais confortável.

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— Escolher o financiamento é ter a oportunidade de ver o preço do imóvel estacionar na data de transação, e você pode se mudar no dia que o dinheiro for liberado — afirma a especialista.

Casa ou apartamento?

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Cada tipo de propriedade tem suas características, vantagens e desvantagens, e todas devem ser levadas em consideração no momento da compra. Além disso, cada família tem suas demandas, anseios e necessidades e isso também influencia na decisão final.

Casas costumam ser a melhor escolha para famílias com maior número de pessoas vivendo no mesmo local. Já os apartamentos tendem a ser a primeira escolha de jovens casais ou pessoas que estão mais focadas na vida profissional.

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— Definir o tipo de imóvel que atenda às suas necessidades e da sua família é o mais importante. Ao fazer essa análise, pense em questões como a quantidade de cômodos que o imóvel deve ter, considere a importância de ter um quintal, uma varanda ou uma piscina, por exemplo. Outro ponto que não deve passar despercebido é a localização. Esse detalhe pode influenciar muito a sua rotina, além de impactar diretamente no preço da casa ou apartamento — orienta Karin.

Coloque no papel os prós e contras de cada um levando em consideração os custos que você terá. Por exemplo: apartamentos podem ter altas taxas de condomínio, e essas taxas podem aumentar ao longo do tempo. Por outro lado, casas exigem manutenção constante, a serem solucionadas pelo próprio proprietário.

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E, como a especialista pontuou, o local também deve ser considerado no momento da escolha. Independente do tipo de imóvel, regiões com potencial de valorização e chances de crescimento são a melhor escolha para acertar na compra.

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Imóvel na planta

Comprar um apartamento em processo de construção, ou seja, ainda na planta, pode significar uma economia entre 20% e 30%, e até 50% em alguns casos, dependendo da valorização do imóvel até a entrega das chaves.

— Ao contrário de um apartamento disponível para mudança imediata, o que está na planta ainda não foi ou está em processo de construção. Com isso você consegue analisar dimensões físicas e divisões internas do apartamento.Dependendo da construtora, existe a possibilidade de personalizar a planta (modificar elementos como medidas e acabamentos), e pode ser mais barato — explica a especialista em investimentos.

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— É importante lembrar que os imóveis novos exigem alguns detalhes: só é possível financiar através de um financiamento imobiliário caso o comprador tenha o Habite-se, documento que comprova que a construção foi feita de acordo com as normas do governo municipal, geralmente ele é emitido na conclusão da obra. Nestes casos o financiamento será feito diretamente com a construtora, onde o reajuste mensal da parcela será pelo INCC, IPCA ou IGP-M. Isso significa que comprar na planta pode gerar juros mais altos. Mas se a opção for comprar à vista, você fica livre desses juros, usufruindo somente da valorização do imóvel. Só fique atento à solidez da construtora e ao contrato de compra para não ter surpresas desagradáveis ao fim da obra — finaliza.

A compra de um imóvel é um passo importante, e você pode começar a colocar esse sonho na prática por meio dos investimentos, repensando seus gastos e decidindo valorizar os seus objetivos. 

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