Bolsonaro em SC: conheça o Forte Marechal Luz onde o presidente vai ficar hospedado

Forte de São Francisco do Sul é aberto para visitação, tem mais de 100 anos e serve como colônia de férias para militares

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Entrada do Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul (Foto: Rodrigo Philipps, Arquivo A Notícia)

Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro vem a passeio para Santa Catarina, chega ao Estado e ficará hospedado no Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, até o dia 23. Ele vai praticar pesca esportiva na região e conhecerá a base militar histórica, com mais de 100 anos, administrada pela 5ª Divisão do Exército Brasileiro.

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A viagem será para passeio, em um roteiro que já tinha sido previsto para o mês passado, quando o presidente participou da formatura dos novos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Florianópolis. Por enquanto, não há informações se o presidente cumprirá agenda oficial de compromissos em Santa Catarina. Será a quinta passagem de Bolsonaro pelo Estado.

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O local de hospedagem do presidente, o Forte Marechal Luz, foi contruído em 1915 e está localizado aproximadamente 140 metros acima do nível do mar, no alto do morro João Dias, sendo um símbolo histórico e turístico da cidade. A história do Forte começou no início do século 20, quando a atividade portuária passou a contribuir para o desenvolvimento econômico de São Francisco do Sul e região.

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Além da necessidade de proteção dessa movimentação de cargas, também havia o contexto da Primeira Guerra Mundial. Por isso, sentiu-se a necessidade de construir a base francisquense, até porque havia uma lacuna entre os fortes de Paranaguá (PR) e Florianópolis.

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No alto do morro, foram instalados quatro canhões comprados do Reino Unido – dois de 120 mm e os outros de 152,4 mm – e que continuam até hoje no local. No entanto, eles nunca foram usados para ataques a embarcações, apenas para exercícios de tiro que eram realizados a alvos móveis no mar. Eram cerca de 250 militares servindo no batalhão, o equivalente ao efetivo do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville, preparados para qualquer emergência que ocorresse.

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O forte funcionou até 1977, quando o Exército Brasileiro passou a investir em outras fortificações com material bélico mais avançado e desativou o Forte Marechal Luz. O local recebeu reformas e adaptações com o passar dos anos, até que na década de 1990 foi transformado em uma colônia de férias.

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Colônia de férias e ponto turístico

O público em geral pode visitar toda a estrutura ao longo do ano e a entrada custa R$ 5 por pessoa. Atualmente, o espaço conta também com 45 casas e apartamentos para hospedagem de militares, que podem aproveitar toda a estrutura como colônia de férias.

Os hóspedes ainda dispõe de quadra poliesportiva, campo de futebol de areia, quadra de vôlei de praia, playground, 21 churrasqueiras coletivas e uma sala de recreação com lanchonete. Os militares pagam diária de R$ 40 a R$ 195, dependendo do posto ou graduação e do período da temporada.

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No alto do morro, há um museu que conta a história do forte com documentos antigos e materiais utilizados pelo Exército, como projéteis usados nos canhões, corretores de alcance e prancheta de tiros.

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Quem foi Marechal Luz

O forte recebeu o nome em homenagem ao militar e intelectual catarinense Francisco Carlos da Luz, que nasceu na Praia Comprida, em São José (SC), no ano de 1830, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1906. Ele foi professor de matemática e deputado-geral duas vezes pela Província de Santa Catarina, de 1861 a 1864 e de 1876 a 1877.

Em 1868, foi promovido a major e, com a Guerra do Paraguai, o Exército o convocou para assumir a direção do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, fazendo com que se afastasse das atividades legislativas. Ainda na carreira militar, atuou também como comandante-geral de artilharia do Exército.

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