Veja como votaram parlamentares de SC em projetos polêmicos defendidos por Bolsonaro

Temas de interesse da gestão federal, como Reforma da Previdência, voto impresso e PEC dos Precatórios, tiveram amplo apoio de catarinenses

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Bancada de SC na Câmara deu ampla maioria em votações polêmicas do governo Bolsonaro (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

A maioria dos parlamentares de Santa Catarina votou a favor de projetos defendidos pelo governo Bolsonaro ao longo do atual mandato, iniciado em 2019. Se o presidente enfrentou dificuldades no relacionamento com o Congresso, o que só melhorou após a aproximação dele com partidos do Centrão, em 2020, entre deputados e senadores de SC Bolsonaro teve amplo apoio em votações polêmicas desde 2019.

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Veja quanto deputados e senadores de SC gastaram de cota parlamentar em três anos de mandato

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Em seis projetos destacados pela reportagem, ao menos quatro tiveram atuação do governo federal para tentar aprovar a proposta. O primeiro deles foi a famigerada Reforma da Previdência, que começou a ser discutida no governo Temer, mas só se transformou em texto e foi levada a votação no Congresso no início do governo Bolsonaro, em julho de 2019. A reforma era cobrada pelo setor econômico como forma de ajustar a questão fiscal do país e dar mais segurança a investidores nos próximos anos.

Já a polêmica mais recente foi a votação da chamada PEC dos Precatórios. Neste caso, a medida foi criticada por economistas, justamente porque poderia alterar a questão do teto de gastos e aumentar a insegurança no campo dos investimentos. Nos dois casos, os deputados de SC votaram maciçamente conforme o interesse do governo Bolsonaro – a favor da reforma previdenciária e também da PEC dos Precatórios.

Veja cidades e políticos de SC que mais receberam emendas do governo Bolsonaro

Confira abaixo como votaram os parlamentares de SC em seis projetos polêmicos dos últimos anos:

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Reforma da Previdência

Dos 16 deputados federais de Santa Catarina, 15 votaram a favor da reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno em julho de 2019 na Câmara dos Deputados. O único voto contrário às polêmicas mudanças no sistema de aposentadorias e pensões foi do oposicionista Pedro Uczai (PT). O placar total no plenário foi de aprovação por 379 votos a 131. Veja como votaram os deputados de SC:

Câmara dos Deputados

Sim

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Ângela Amin (PP)

Carlos Chiodini (MDB)

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Carmen Zanotto (Cidadania)

Caroline de Toni (PSL)

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Celso Maldaner (MDB)

Coronel Armando (PSL)

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Daniel Freitas (PSL)

Darci de Matos (PSD)

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Fabio Schiochet (PSL)

Geovania de Sá (PSDB)

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Gilson Marques (Novo)

Hélio Costa (PRB)

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Ricardo Guidi (PSD)

Rodrigo Coelho (PSB)

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Rogério Peninha Mendonça (MDB)

Não

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Pedro Uczai (PT)

Senado

Sim

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Dario Berger (MDB)

Espiridião Amin (PP)

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Jorginho Mello (PL)

Aumento do Fundão Eleitoral

Em julho deste ano, o Congresso analisou o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, que propôs “turbinar” o Fundo Eleitoral, o chamado “Fundão”, em quase três vezes, passando o valor de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões no próximo ano.

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Na Câmara, apenas quatro dos 16 deputados federais de SC votaram contra a proposta: Carmen Zanotto (Cidadania), Gilson Marques (Novo), Pedro Uczai (PT) e Rodrigo Coelho (PSB). O deputado Carlos Chiodini (MDB) não votou. Veja abaixo a lista de votação.

Neste caso, o voto da maioria dos deputados catarinenses contrariou a defesa feita por Bolsonaro, ao menos publicamente, já que posteriormente o presidente vetou o trecho da lei que previa o Fundão Eleitoral de R$ 5,7 bilhões. O veto ainda não foi analisado pelo Congresso.

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Quando a proposta chegou ao Senado, teve o voto de Dario Berger (MDB), contrário à mudança. Os outros dois senadores de SC não votaram.

Câmara dos Deputados

Sim

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Angela Amin (PP)

Caroline de Toni (PSL)

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Celso Maldaner (MDB)

Coronel Armando (PSL)

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Daniel Freitas (PSL)

Darci de Matos (PSD)

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Fabio Schiochet (PSL)

Geovania de Sá (PSDB)

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Hélio Costa (Republicanos)

Ricardo Guidi (PSD)

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Rogério Peninha (MDB)

Não

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Carmen Zanotto (Cidadania)

Gilson Marques (Novo)

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Pedro Uczai (PT)

Rodrigo Coelho (PSB)

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Sem voto

Carlos Chiodini (MDB)

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Senado

Não

Dario Berger (MDB)

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Ausente

Espiridião Amin (PP)

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Jorginho Mello (PL)

Pacote Anticrime

Forte bandeira do então ministro da Justiça e futuro adversário, Sergio Moro, a proposta trazia uma série de mudanças na área criminal, com o argumento de combate ao crime organizado. Havia na proposta medidas como a criação do juiz de garantias, acordo de não persecução penal e o polêmico excludente de ilicitude, que acabou derrubado na Câmara. Mais uma vez, os deputados de SC votaram a favor da proposta do governo Bolsonaro: foram 13 votos a favor e um contra – dois deputados não votaram.

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Sim

Angela Amin (PP)

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Carmen Zanotto (Cidadania)

Carlos Chiodini (MDB)

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Caroline de Toni (PSL)

Celso Maldaner (MDB)

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Daniel Freitas (PSL)

Darci de Matos (PSD)

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Geovania de Sá (PSDB)

Gilson Marques (Novo)

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Hélio Costa (Republicanos)

Ricardo Guidi (PSD)

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Rodrigo Coelho (PSB)

Rogério Peninha Mendonça (MDB)

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Não

Pedro Uczai (PT)

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Não votaram

Coronel Armando (PSL)

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Fabio Schiochet (PSL)

PEC do Voto Impresso

A chamada PEC do Voto Impresso, que propôs imprimir um comprovante do voto dado na urna eletrônica a partir das eleições de 2022, se transformou em uma bandeira pessoal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A proposta foi a votação na Câmara dos Deputados em 10 de agosto de 2021, data em que um desfile de blindados do Exército percorreu a entrada do Congresso, em ato que parte dos parlamentares encarou como tentativa de intimidação.

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A PEC ganhou adesão de deputados de última hora, mas não obteve os 308 votos necessários para aprovação e foi arquivada. Entre os deputados de SC, a pauta defendida por Bolsonaro novamente teve ampla adesão. Foram 14 votos favoráveis e apenas dois contrários, de Angela Amin (PP) e Pedro Uczai (PT). Ainda assim, Angela alegou que cometeu um equívoco na hora da votação, feita parcialmente de forma remota, e que não conseguiu retificar o voto, mas que gostaria de ter votado a favor do voto impresso. Confira abaixo os votos de SC:

Sim

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Carlos Chiodini (MDB)

Carmen Zanotto (Cidadania)

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Caroline de Toni (PSL)

Celso Maldaner (MDB)

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Coronel Armando (PSL)

Daniel Freitas (PSL)

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Darci de Matos (PSD)

Fabio Schiochet (PSL)

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Geovania de Sá (PSDB)

Gilson Marques (Novo)

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Hélio Costa (Republicanos)

Ricardo Guidi (PSD)

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Rodrigo Coelho (PSB)

Rogério Peninha Mendonça (MDB)

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Não

Angela Amin (PP)

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Pedro Uczai (PT)

Distritão

Outra proposta discutida paralelamente à PEC do Voto Impresso foi a Proposta de Emenda à Constituição que tentou instituir o chamado Distritão. O sistema de voto distrital alteraria a forma de eleição de deputados federais, estaduais e vereadores. Neste caso, o presidente Bolsonaro não interferiu na articulação, mas teria dito a deputados ser contra a mudança. Entre o parlamento, no entanto, havia defensores da proposta, ou então de uma alternativa que surgiu durante a tramitação, que seria a volta das coligações nas eleições proporcionais.

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A PEC da Reforma Política que trazia a mudança foi aprovada, mas o destaque que analisou especificamente a proposta do Distritão foi rejeitado na Câmara por 423 votos a 35. Entre os deputados de SC, houve apenas três votos favoráveis ao Distritão, de nomes próximos a Bolsonaro: Caroline de Toni, Daniel Freitas (PSL) e Rogério Peninha Mendonça (MDB). Confira:

Sim

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Caroline de Toni (PSL)

Daniel Freitas (PSL)

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Rogério Peninha Mendonça (MDB)

Não

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Angela Amin (PP)

Carmen Zanotto (Cidadania)

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Celso Maldaner (MDB)

Coronel Armando (PSL)

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Darci de Matos (PSD)

Fabio Schiochet (PSL)

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Geovania de Sá (PSDB)

Gilson Marques (Novo)

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Hélio Costa (Republicanos)

Pedro Uczai (PT)

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Ricardo Guidi (PSD)

Rodrigo Coelho (PSB)

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Ausente

Carlos Chiodini (MDB)

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PEC dos Precatórios

A votação polêmica mais recente do Congresso foi a da chamada PEC dos Precatórios. O texto abre espaço no orçamento do próximo ano para que dívidas da União já reconhecidas e julgadas na Justiça – os chamados precatórios – previstas para o ano que vem sejam pagas de forma parcelada. A manobra é uma forma de o governo tentar garantir recursos para outras demandas, como o Auxílio Brasil de R$ 400, mas também agrados como as emendas de relator, que foram “turbinadas” durante a negociação com o Congresso para a aprovação da PEC, até o STF barrar a estratégia.

No primeiro turno, a PEC teve 11 votos favoráveis de deputados de SC, e cinco contrários. Após a votação, o assunto foi alvo de tensão em partidos como PDT e PSB, oposição ao governo Bolsonaro, mas que tiveram deputados votando a favor da manobra defendida pelo governo. Os partidos pressionaram, e alguns mudaram o voto no segundo turno, mas a atmosfera não foi suficiente para rejeitar a PEC, que acabou sendo aprovada e agora é analisada pelo Senado.

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Entre os deputados de SC, a única mudança de voto do primeiro para o segundo turno foi da deputada Carolina de Toni (PSL). Ela votou contra a PEC na primeira ocasião, mas foi criticada por apoiadores do presidente e, no segundo turno, votou a favor da proposta. Confira abaixo:

Sim

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Angela Amin (PP)

Carmen Zanotto (Cidadania)

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Coronel Armando (PSL)

Daniel Freitas (PSL)

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Darci de Matos (PSD)

Fabio Schiochet (PSL)

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Geovania de Sá (PSDB)

Hélio Costa (Republicanos)

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Ricardo Guidi (PSD)

Rodrigo Coelho (PSB)

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Rogério Peninha (MDB)

Não

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Carlos Chiodini (MDB)

Celso Maldaner (MDB)

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Gilson Marques (Novo)

Pedro Uczai (PT)

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Não no 1º turno, Sim no 2º turno

Caroline de Toni (PSL)

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