Quais pontos podem definir apuração sobre acidente da calçada em Joinville

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Desabamento de calçada na segunda-feira deixou 33 feridos (Foto: Leoh Julio, Reprodução)

A apuração sobre os impactos das obras realizadas no local e das condições da galeria antiga do rio Mathias poderão ser decisivas para definir o que exatamente provocou o acidente de segunda-feira, quando o desabamento da calçada feriu 33 pessoas. O incidente ocorreu durante o evento da abertura do Natal Cultural, apresentada em frente à prefeitura de Joinville.

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O município citou que o acidente ocorreu no ponto onde se conecta a antiga galeria do rio Mathias com o módulo das comportas, integrante do sistema de bombeamento da macrodrenagem. A galeria, construída há décadas, é uma espécie de ponte subterrânea, com cabeceiras de pedra e lajes fazendo a ligação. O Mathias cruza por ali, com leito vindo da praça em frente, a Dario Salles. O que desabou foi um bloco, com vigas, com dimensões de aproximadamente 4,1 x 6,1 metros.

No final de 2019, como previsto na macrodrenagem, um pedaço desse bloco foi removido para a instalação do pré-moldado das comportas, na ligação entre o Mathias e o Cachoeira. Uma questão a ser apurada se o “recorte” necessitava de restauração e, se preciso, por que não foi feita na sequência. Há a possibilidade de que essa recomposição necessitaria de um aditivo.

O consórcio contratado para a macrodrenage alega que o local permaneceu isolado, sem acesso ao público, enquanto o contrato esteve em vigor (até julho do ano passado). Portanto, as empresas não teriam responsabilidade sobre o que foi feito após a rescisão contratual. A prefeitura de Joinville afirma que a Secretaria de Infraestrutura está buscando a documentação da época, inclusive diários de obras, para se posicionar. A queda foi do bloco inteiro, não somente do ponto onde houve a intervenção para as comportas.

Depois, quando o contrato já estava rescindido, a porção aberta foi restaurada e o bloco recebeu a recomposição da calçada, já no atual governo. A prefeitura alega que a instalação do paver foi uma ação para recuperar a acessibilidade e segurança do local, sem impactos estruturais. A Câmara de Joinville convidou representantes da prefeitura para prestarem esclarecimentos sobre essa obra de recomposição da calçada, sobre eventuais impactos no bloco.

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Há ainda outro fator que está sendo apurado, este em relação à manutenção da galeria antiga do Mathias: qual o estado das vigas, se havia corrosão capaz de impactar na sustentação do bloco. A prefeitura está fazendo inspeção em toda a galeria. Os laudos das apurações das causas devem sair nos próximos dias. 

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