Estado manda alerta por SMS para alto risco de coronavírus em SC no feriadão

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Feriado de 12 de outubro em Balneário Camboriú (Foto: Luiz Carlos Souza)

A reaceleração da pandemia em Santa Catarina levou o Estado a usar o serviço nacional de alerta de desasatres, com envio de mensagens por SMS. Milhares de catarinenses receberam, na sexta-feira (30), um recado sobre o alto risco de contaminação neste feriado de Finados.

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O alerta foi feito pelo GT de Fiscalização, que integra representantes da Defesa Civil e da Secretaria de Estado da Saúde. A mensagem, disparada para todas as regiões de Santa Catarina, informa que é preciso evitar aglomerações e manter as medidas básicas de segurança, como distanciamento social e uso de máscaras.

O serviço foi oferecido pela Defesa Civil Nacional e, diferente de outros tipos de alertas que foram emitidos pelo Estado ao longo da pandemia – como o de algum caso de Covid-19 nas proximidades, por exemplo, que anda adormecido – esse não depende de nenhum tipo de cadastro por parte dos usuários. É possível enviar a mesma mensagem a todos os números de telefone que têm DDD de Santa Catarina. 

Como se trata de um serviço de alerta, o uso é restrito e só pode ser feito em casos pontuais – por isso a escolha do feriado prolongado para o envio.

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O feriadão acendeu o alerta no Estado, que bateu a marca de 12 mil casos ativos de Covid-19 esta semana. Cerca de 2 mil novos diagnósticos têm sido confirmados diariamente, o que aponta para um cenário preocupante.

A reaceleração coincidiu com o período após o feriadão de 12 de outubro, quando as cenas de aglomerações e desrespeito aos decretos estaduais de contenção da pandemia foram abundantes no Estado – especialmente no Litoral. O resultado, 15 dias depois, são hospitais cancelando cirurgias sem urgência e as internações em UTI voltando a aumentar de forma preocupante.

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Desta vez espera-se, novamente, uma grande movimentação de turistas nas praias, e com um agravante: as prefeituras têm falhado na fiscalização diante da proximidade das Eleições municipais, o que encoraja o desrespeito às regras. 

Desde que passaram a segurar as rédeas da pandemia em SC, com a regionalização das medidas, os prefeitos evitam ações que possam soar antipáticas. O Estado, que se equilibra entre processos de impeachment e trocas de governo, permanece na retaguarda. E, sete meses depois que a pandemia chegou por aqui, até os órgãos de controle arrefeceram nas cobranças. 

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Diante do cenário, as autoridades não cogitaram novas restrições ao turismo, ou um controle mais rígido. Resta apelar para o bom senso.

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