Vitória de Moisés no impeachment dos respiradores nasce na traição de Sargento Lima à Alesc

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Sargento Lima ao fundo e Carlos Moisés (Foto: James Tavares/Secom/Divulgação)

Foram dois processos de impeachment. A equiparação salarial dos procuradores e a compra dos 200 respiradores. Com “causas” e tribunais diferentes. Mas não há como separá-los e explico o porquê.

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Foi na votação pela admissibilidade do primeiro processo que começava a ser construída a absolvição de Moisés no segundo.

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Era uma sexta-feira, 23 de outubro de 2020. Os deputados descontentes pela insustentável relação com o executivo, se fecharam em bloco para afastar Moisés do poder. Tudo muito bem articulado.

O plano era ‘expulsar’ governador e vice, juntos. E o comando do Estado caíria no colo do Legislativo Catarinense.

Mas no meio da votação que invadiu a madrugada de sábado havia um surpreendente Sargento Lima. No anseio de proteger a correligionária Daniela Reinehr o deputado fortaleceu Carlos Moisés.

O governador acabou afastado, é verdade, e a vice poupada por Lima assumiu o governo.

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Mas a traição não seria perdoada pelos corredores da Alesc. Sem saber, Sargento Lima desobstruiu o caminho do diálogo entre o governador afastado e o legislativo, bloqueado fazia quase dois anos.

A coluna apurou que no mesmo sábado, horas depois da votação, assessores dos dois lados ja conversavam na tentativa de uma improvável aproximação.

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Foram dias, semanas de muita conversa, que deram resultado. Moisés foi reconduzido ao governo um mês depois. Aberto ao diálogo, fortalecido politicamente e sem abrir mão da sua ala mais próxima, mais técnica e confiável.

E veio conduzindo assim a sua gestão até esta sexta, 7 de maio de 2021, quando 5 desembargadores votaram pelo impeachment.

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Quis o destino que Moisés fosse salvo pelas mãos de deputados que o sangraram por meses. Uma aproximação só possível pelo voto do sargento, que certamente acreditava em outro futuro para o governo, mas não desse jeito.

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