Dos 200 respiradores comprados pelo Estado apenas 11 estão sendo utilizados

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Os onze respiradores foram o único resultado concreto de uma compra milionária do governo catarinense (Foto: Reprodução NSC TV)

Apenas 11 dos 200 respiradores comprados pelo governo de Santa Catarina no início da pandemia do novo coronavírus, ao custo de R$ 33 milhões, estão sendo utilizados no Estado. Nenhum desses aparelhos funciona em uma UTI Covid.

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A compra milionária foi alvo da Operação Oxigênio que apura supostas irregularidades e levou a prisão do ex-secretário da Casa Civil de SC, Douglas Borba, e o pedido de impeachment do governador do estado, Carlos Moisés.

Dos 50 aparelhos que chegaram à Santa Catarina, só 11 foram aprovados pelos técnicos da Secretaria de Estado da Saúde. Todos foram encaminhados para hospitais filantrópicos de três regiões, Serra, Sul e Oeste catarinense. Eles foram, até agora, o único resultado concreto da compra milionária, mas não valem tudo isso. Segundo a empresa que detém o registro de importação no Brasil, cada aparelho hoje custa R$ 65 mil. Ou seja, os únicos que foram aproveitados valem juntos, pouco mais de R$ 700 mil, e esse modelo não serve para UTIs.

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A Procuradoria Geral do Estado até agora recuperou menos da metade dos R$ 33 milhões pagos antecipadamente. Ainda há 100 aparelhos na China – metade à venda pela importadora, que planeja repatriar o dinheiro ao Brasil. E outros 50 em disputa judicial com uma intermediária chinesa.

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Depois da compra frustrada para equipar as UTIs covid do estado, o governo acabou adquirindo outros 500 respiradores, da WEG. Ao todo, ele custaram R$ 30 milhões. Produzidos em Santa Catarina, já foram distribuídos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

Onde estão os 11 respiradores

Todos os 11 respiradores já foram entregues a hospitais filantrópicos de três regiões de SC: Serra, Sul e Oeste. Todos são hospitais pequenos, sem UTI. Os equipamentos foram ou serão instalados no setor de emergência ou no setor de estabilização das unidades.

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No Hospital Nossa Senhora do Patrocínio, em Campo Belo do Sul, um ventilador pulmonar chegou em setembro e foi usado, pelo menos, três vezes. O hospital abrange uma população de 10 mil habitantes da Serra Catarinense.

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– Primeiramente, instalamos ele na emergência porque não tínhamos lá. Agora estamos montando um quarto semi-intensivo para aqueles pacientes que chegam em estado grave, que necessitam ficar na instituição por um período – explica a enfermeira da unidade, Ane Caroline Schons.

Na região Sul, em São Martinho, o Hospital São José está utilizando um respirador na emergência. Já em Faxinal dos Guedes, no Oeste, o equipamento até chegou, mais ainda não pôde ser utilizado. Segundo o diretor administrativo, Amauri Zardinello, ainda faltam peças para que ele comece a operar.

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O modelo que chegou ao Estado o Shangrila 510S, diferente do que foi contratado inicialmente com pagamento antecipado. Embora tenha recebido R$ 33 milhões para trazer 200 aparelhos para Santa Catarina, à empresa Veigamed, investigada na Operação Oxigênio, encomendou apenas 150, e por R$ 12 milhões, segundo a importadora TS.