Uma eventual candidatura de Luciano Hang nas eleições de outubro – ele não esconde que a mira estaria no Executivo –, hipótese oficialmente levantada pelo próprio empresário nesta sexta-feira, não deve frear os planos de expansão da Havan.
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Com 107 lojas, ele promete inaugurar mais cinco até maio nas cidades de Gaspar, Videira e São Bento do Sul, em solo catarinense, além de Vitória da Conquista (BA) e Vilhena (RO). E diz acreditar que “bota mais umas 10” no restante do ano. A meta é alcançar as 200 unidades em 2022, com um ambicioso plano de investimentos de até R$ 2 bilhões.
Quando se lançou garoto-propaganda da rede varejista e gritou aos quatro cantos que “a Havan é minha”, Hang expôs uma faceta de gestor centralizador. Justamente por isso um hipotético embarque na carreira pública levanta especulações sobre o comando da Havan em caso de vitória nas urnas.
Questionado a respeito, o empresário admite que teria de tirar o pé do dia a dia dos negócios, mas garante que está bem assessorado e, embora não cite nomes, diz que “há várias pessoas” dentro da empresa que poderiam dar sequência ao planejamento. Tudo, claro, com a sua devida bênção.
O fator
Embora seja um contumaz crítico do modus operandi da política, Hang reconhece que também depende dela (e dos rumos das decisões tomadas pelo governo) para continuar abrindo lojas interior do Brasil afora.
Liberal convicto e fã do capitalismo, afirma que só um fator poderia fazer a Havan rever a estratégia de expansão: uma vitória da esquerda nas eleições presidenciais que se avizinham.
O tom incisivo com que afirma que reavaliaria investimentos neste caso poderia soar mera bravata ou blefe. Mas há quem diga que não se pode duvidar de alguém que soltou fogos quando o ex-presidente Lula foi condenado em primeira instância.