Neymar tem dia histórico na Liga dos Campeões

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Neymar, jogador do psg França. (Foto: David Ramos / POOL / AFP)

Quarta-feira, 12 de agosto. Tarde cinzenta. Chuva miúda molhava o asfalto. Da janela podia perceber uma certa tristeza das pessoas que circulavam debaixo de seus guarda-chuvas. Ao observar o panorama lembrava minha Vó Gina: “Essa hora ela já estava preparando os chamados bolinhos de chuva”. Típica tarde para que alguma coisa mais alegre viesse acontecer. Lembro do futebol e num estalo do jogo da Liga dos Campeões.

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Vai começar. A bola rolou e vi Neymar fazer uma partida gigante. Sozinho, carregou o time do PSG, da França, numa virada sensacional.

Pareceu mais maduro, evitando quedas desnecessárias, acreditando sempre nas jogadas e vencendo-as. Um Neymar diferente, priorizando a bola, encarando os marcadores, jogando mais para o time e sendo decisivo na vitória do seu PSG. Cheguei a ficar com pena do Atalanta, o adversário que foi implacável no esquema de marcação, mas que pegou Neymar numa tarde fantástica. Vi o jogador que não tinha visto ainda em copas do mundo.

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Voltei à janela e tive a sensação de que o final de tarde já não era tão triste quanto o começo. E eu que tenho feito algumas restrições ao nosso craque, que nem sempre prioriza sua carreira em detrimento ao fora de campo nada saudável, fiquei a pensar. “Se esse cara levasse mais a sério o futebol ele já teria sido eleito o número um há muito tempo”. Concorda?

Todo cuidado

É preciso entender a necessidade que os clubes tinham de retornar ao trabalho. E nisso há também que se reconhecer a seriedade com que a CBF tratou o assunto durante a paralisação, ao propiciar algum auxílio aos clubes. Secretário-geral da CBF, Walter Feldmann, na CBN, dissse tentar encontrar soluções.

Descrença

Duas rodadas, véspera de uma terceira, e já se percebe uma preocupação do torcedor catarinense. Vivendo a pandemia, aliada às dificuldades que nossos clubes tiveram para montar seus times, há um descrédito muito grande em cima das nossas possibilidades.

Nível técnico

Os clubes têm a seu favor um grande argumento para justificar o pobre futebol que começaram a mostrar no início do Campeonato Brasileiro: a paralisação de quatro meses, problemas financeiros para qualificar seus times, dificuldades de treinamentos por determinação das autoridades, estádios vazios e tudo por conta do novo coronavírus. É tudo verdade. O futebol que estamos vendo, por enquanto, deixa muito a desejar. Alguns jogos beiram à mediocridade.

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A Série B

O futebol que nossos representantes apresentaram nos primeiros jogos, especialmente a dupla da Capital, sugere um campeonato de altos e baixos, sofrimento para o torcedor, qualidade abaixo do necessário para um acesso e muita preocupação. No meio da semana, o Avaí conseguiu perder para o Paraná; o Figueirense mudou cinco jogadores de uma vez só e só empatou com o Vitória em casa. Haja coração para o torcedor.

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No melhor momento

O centroavante Edu, do Brusque, está fora do futebol este ano. Jogador rompeu os ligamentos de um dos joelhos no jogo contra o Ypiranga. Os números de Edu são a marca do seu sucesso. Em 17 jogos, 12 gols com a camisa do Brusque este ano. Oito gols no Estadual, dois na Recopa e dois na Copa do Brasil. Carreira interrompida no seu melhor momento. Triste.

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Toque do Bob

Pressão?

Esta palavrinha mágica não deve ser novidade para quem trabalha no futebol. Os resultados não vêm e a pressão aparece. Neste momento é preciso agir rápido.

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Perdas

O futebol catarinense perdeu dois personagens por conta do coronavírus. O ex-presidente do Marcílio Dias, Admar Rosa, mais conhecido como Egon, e o Dr. André Karnikowski, médico do Brusque.

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O Cruzeiro

O clube mineiro, que joga neste domingo contra o Figueirense, entrou com seis pontos negativos na tabela e já pagou. É uma diferença considerável superada em dois jogos. O campeonato vai começar agora para o time de Minas. Desse jeito, sobram três vagas para o acesso.

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O grupo

No Figueirense, Márcio Coelho está em isolamento. Raul Cabral assumiu. Foi criticado por ter mexido demais na escalação contra o Vitoria. Depois do jogo, disse que a decisão foi conjunta. Quer dizer que tem muita gente escalando?

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Experiência

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Os bons também erram. O técnico do Avaí, Geninho, venceu o primeiro jogo em casa. Se não fez uma grande partida, ganhou, e bem, na estreia. Tinha que inventar um terceiro zagueiro no segundo jogo? É o raio do jogo fora de casa. Fechar mais o esquema para garantir resultado. Foi punido.

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Correção

Ao lembrar dos times chamados menores que conquistaram campeonatos do Estado no passado, a coluna errou ao citar o Operário de Mafra em 1956. O Operário foi campeão, sim, mas foi o de Joinville.

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