Ao participar na quinta-feira de road show sobre tecnologias ao setor financeiro promovido pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), o diretor de Regulação do Banco Central (BC), Otávio Damaso, afirmou que a instituição apoia toda inovação ao setor para ampliar a competição e proporcionar outros benefícios aos usuários.
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Segundo ele, as tecnologias mobile podem ajudar mais diretamente o varejo, mas impactam todo o setor, como as demais. O evento, que aconteceu na recentemente inaugurada Acate Downtown, contou com a presença do presidente da Acrefi, o catarinense Hilgo Gonçalves, o diretor executivo de serviços financeiros da B3 (ex-BM&FBovespa) Marcos Vanderlei Belini Ferreira e o superintendente da Acrefi Antonio Augusto de Almeida Leite.
– O Banco Central apoia muito todo o processo de inovação do sistema financeiro por vários motivos. O primeiro deles é aumentar o nível de competição dos players envolvidos. Outro é para aumentar a eficiência do sistema financeiro e porque há uma demanda para isso. E outra razão é porque temos alguns gaps (lacunas) na nossa economia, como o de financiamento para a micro e pequena empresa, que pode ser atendido por alguém que se dispõe a isso – explicou Damaso.
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Para o diretor, a tecnologia já garantiu avanços expressivos ao setor financeiro. Um exemplo são os bancos sem agências. Uma instituição dessas de São Paulo tem contas correntes de pessoas de mais de 5 mil municípios brasileiros e não tem nenhuma agência.
Ao falar sobre regulação de novos serviços tecnológicos, o diretor disse que o Banco Central é cauteloso porque é preciso avaliar a evolução de cada serviço. Para ilustrar o desafio, contou conversa que teve com executivos dos bancos centrais da China e de Hong Kong.
O da China tinha seis mil serviços ou aplicativos em funcionamento, que poderiam ser alvo de regulação. O de Hong Kong também tinha muitos, mas um mercado financeiro sólido com taxas favoráveis. Enquanto o da China tentava regular, o de Hong Kong decidiu deixar tudo livre. Para Damaso, o Brasil tem um pouco de cada, mas a regulação seguirá cautelosa.
Na foto, a partir da esquerda, o diretor da B3 Marcos Ferreira, Otávio Damaso do BC e Hilgo Gonçalves, da Acrefi.