Pedro Malan diz que adiar a reforma da previdência é adiar o futuro

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Ao falar para cerca de 800 jovens no 3º Fórum Liberdade e Democracia nesta sexta-feira, no Centrosul, em Florianópolis, organizado pelo Instituto de Formação de Líderes de Santa Catarina (IFL/SC), o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Pedro Malan, disse que a reforma da Previdência precisa ser feita o quanto antes porque adiá-la significa adiar o futuro. O economista também afirmou que os problemas centrais do Brasil, de longo prazo, são o equilíbrio das contas públicas e produtividade. Falou ainda que os candidatos da próxima eleição precisam discutir os temas importantes para o futuro e fazer promessas mais realistas. A questão da previdência recebeu maior atenção de Malan. 

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— Estamos correndo o risco de virar um país velho antes de virar um país rico — disse citando os exemplos da Grécia e Portugal.

Segundo ele, Portugal, quando entrou em crise anos atrás, tinha renda per capita equivalente a 50% da renda americana, e a Grécia, 46% na mesma comparação. A renda per capita do Brasil tem ficado entre 25% e 27% da renda per capita dos americanos, o que mostra que no ritmo atual de crescimento econômico o Brasil demoraria algumas décadas para chegar ao nível dos dois países europeus citados. Ele criticou o fato de muitos transferirem para 2019 em diante o desafio de fazer um grande ano, com reformas. Para ele, é preciso fazer de 2018 também um grande ano. 

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Sobre a recuperação da economia, o ex-ministro comentou que é preciso, primeiro, assegurar a estabilidade macroeconômica, o que é uma condição sine qua non para as outras coisas. Segundo ele, a expectativa é que a inflação já está ancorada para este ano e o ano que vem, a situação do balanço de pagamentos é razoável porque o Brasil tem reservas de US$ 380 bilhões e a dívida externa deixou de ser um problema desde a negociação de 1994 (feita por ele). 

O problema central, na avaliação dele, são as contas públicas. Para buscar o equilíbrio, um dos passos é aprovar a reforma da Previdência. O corporativismo de algumas categorias precisa ser enfrentado para que a reforma seja viabilizada. 

Educação e oportunidades

Atento à importância da educação para o aumento da renda per capita e o desenvolvimento econômico, o ex-ministro Pedro Malan (D), em conversa com o economista Hélio Beltrão Filho (E) no fórum de Florianópolis, falou que o Brasil precisa dar mais atenção à alfabetização. Segundo ele, uma criança de 6 anos, no primeiro ano do ensino fundamental, precisa aprender a ler e fazer alguns cálculos matemáticos. 

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— Aprender ler aos 9 ou 10 anos é muito tarde. As diferenças de oportunidade começam na partida — alertou o ex-ministro chamando a atenção para o desafio do ensino nos municípios. 

Software mede vento e sol

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Uma startup de Chapecó vai de vento em popa. É a Messtechnik, fundada pelo empresário André Telöcken (foto), que se destaca no país por ter softwares que permitem fazer prospecção e medição de quanto de energia eólica pode gerar um aerogerador e também a quantidade de geração de usinas solares. Os sistemas foram expostos na Expen, feira de tecnologia que se encerra neste sábado, em Chapecó. Telöcken uniu sistema que desenvolveu com equipamento da Alemanha e conseguiu o medidor que é usado para oferecer dados e permitir análises a projetos financiados pelo BNDES, que só libera recursos para investimentos com geração viável. A Messtechnik, uma das maiores empresas de TI do Oeste de SC, é uma das poucas do país com essas soluções ao mercado. 

Acate International  

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A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) inaugura quarta-feira a Acate Internacional, filial da entidade em Boston, EUA. O evento será às 18h30min com transmissão simultânea para a Acate Florianópolis. O presidente da associação, Daniel Leipnitz, falará sobre a importância desse passo aos empreendedores de SC e também participarão o consultor da entidade em Boston Klaus Raupp; Manuel Mendes, da consultoria IXL e Luciano Pinheiro, presidente da Acif, entidade parceira da Acate no escritório. O líder global Hitendra Patel fará palestra sobre inovação 4.0. Missão da Acate e Acif já está nos EUA com agenda institucional.    

Fundo do ICOM

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As chuvas de janeiro afetaram mais de 3,5 mil catarinenses. Para ajudar famílias que tiveram elevadas perdas, o Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) lançou um fundo de reconstrução que arrecadou R$ 253,5 mil por meio de investimentos sociais do Instituto C&A, Asas Incorporações e Habitat Ltda, Involves, Koerich, Cacij e doações de 73 pessoas físicas. 

Mais necessitados

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O critério adotado pelo Icom foi doar soma de R$ 4 mil para cada família mais atingida repor móveis e eletros perdidos com a chuva. Quarta, às 16h, no auditório do IDES, serão entregues as cartas de crédito a 25 famílias da Capital. Também foram apoiadas 30 famílias de outros municípios: 10 em Penha, oito em Camboriú, oito em São Francisco do Sul, uma em Major Gercino e uma em São João Batista. Todos os recursos foram doados às famílias e organizações da sociedade civil que tiveram perdas com a enchente, informou o Icom. 

Sai o edital 

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Arquitetos de todo o país podem participar do concurso que definirá a proposta urbanística para o desenvolvimento do projeto de implantação e arquitetônico do Ágora Tech Park e de seu primeiro edifício, dentro do condomínio multissetorial Perini Business Park.

As inscrições iniciaram sexta-feira, com a publicação do edital no site www.agoratechpark.com.br, e podem ser feitas até 13 de maio. O primeiro colocado receberá R$ 70 mil como prêmio e R$ 330 mil em contrato para a execução dos projetos executivos. Também haverá premiação do segundo ao quinto colocados.

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O Ágora Tech Park ocupará uma quadra de 70 mil m2, em frente ao campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina. O primeiro edifício, que também é parte do concurso, terá até 4 mil m2 de área construída. Poderá sediar incubadoras, startups, aceleradoras, coworkings, fabLabs, extensões de ensino e pesquisa, softhouses, hardware buildings e qualquer outra atividade relacionada à tecnologia e inovação. O investimento na construção soma R$ 120 milhões.

Segurança, a prioridade

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A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) tem prioridades bem definidas: desfralda a bandeira da segurança, o que significa um leque amplo de situações, que vão da segurança patrimonial, passa por segurança na movimentação financeira, da disseminação do uso do certificado digital. Esse foi um dos temas tratados durante a reunião do comitê jurídico, realizado em Joinville, na sexta-feira. A entidade promoverá seminário internacional sobre o assunto, em Florianópolis, após as eleições. 

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