A equipe técnica do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), órgão que substitui a Fatma, pediu que a prefeitura de Balneário Camboriú apresente o histórico de identificação da jazida escolhida para as obras de alargamento da faixa de areia da Praia Central, e que indique os impactos que poderão vir das obras em pontos específicos. O município tem 120 dias para apresentar as respostas aos questionamentos.
O IMA quer informações atualizadas, especialmente sobre as consequências do engordamento da praia para o Rio Marambaia e a Praia do Coco. O estudo e o relatório de impacto ambiental da obra (EIA-Rima) que tramita no órgão ambiental foi produzido há quatro anos, pelas empresas Prosul e Aquaplan.
Os técnicos entendem que é necessário apresentar uma modelagem específica para o Rio Marambaia, que é apenas citado no EIA-Rima entregue pela prefeitura. A Praia do Coco não aparece nos estudos originais.
Em relação à jazida, o EIA-Rima apresenta duas opções. Uma delas foi avaliada como inviável porque os estudos apontaram que mudaria a dinâmica da Praia Central, uma das preocupações do trade turístico. O local escolhido, por sua vez, está próximo do território que pertence à Área de Preservação Ambiental (APA) Costa Brava e poderia estar na chamada “zona de amortecimento”, o que chamou atenção de ambientalistas na cidade.
De acordo com o secretário de Planejamento, Edson Kratz, análises técnicas concluíram que a jazida não está em área sensível. Com os pedidos de detalhamento, ainda não há previsão de quando o processo de licenciamento terá sido concluído.
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