Manifestações de caminhoneiros acendem alerta entre aliados de Lula

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As manifestações de caminhoneiros que ocorrem pelo país após a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acenderam um sinal de alerta na equipe do petista.

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Caminhoneiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciaram na noite deste domingo (30) bloqueios em estradas em protesto ao resultado das eleições. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou terem sido registrados até esta segunda bloqueios ou aglomerações em vias de 13 estados e do Distrito Federal.

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A avaliação de aliados é a de que trata-se de um movimento político contrário ao presidente eleito. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que isso “prejudica o país e o povo” e criticou a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no domingo (30).

No dia da votação, operações nas estradas feitas pela PRF podem ter causado atraso na votação e foram alvo de medidas do Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

“Esse movimento de caminhões paralisando estradas, eminentemente político, prejudica o país e o povo. As autoridades estaduais e nacionais têm de tomar providências urgente. Será a PRF tão rápida para resolver esse bloqueio como foi para parar eleitores no Nordeste?”, escreveu a parlamentar nesta segunda (31) nas redes sociais.

A PRF afirmou ter acionado a Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar medida judicial que impeça a ocupação de estradas federais e defende em nota que, desde o início dos bloqueios, “adotou todas as providências para o retorno da normalidade dos fluxos”, direcionando equipes para os locais e iniciando negociações.

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Mas disse que tenta usar o diálogo para garantir, “além do trânsito livre e seguro, o direito de manifestação dos cidadãos”. Com o recurso à Justiça, a PRF quer uma medida que impeça os manifestantes de interromperem o fluxo de veículos.

A estratégia dos colaboradores de Lula é ressaltar que essa paralisação traz prejuízos à população, uma vez que pode gerar aumento do custo de alimentos, além de transtornos ao tráfego.

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Um aliado do presidente eleito diz, sob reserva, que não há uma agenda que justifique os protestos –até mesmo porque o petista ainda não assumiu o cargo

*Reportagem de Catia Seabra e Victoria Azevedo

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