Em evento sobre direito e saúde, SOS Cárdio mostra área sem processo há seis anos

Médico fala em criterios para evitar judicialização na saúde

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Foto: SOS Cárdio, Divulgação

Problema crítico na saúde brasileira, que acaba prejudicando outros investimentos, a judicialização foi tema central do simpósio O Direito e a Saúde, realizado pelo hospital SOS Cárdio nesta sexta e sábado, em Florianópolis. Maior centro de alta complexidade em cardiologia no setor privado de SC, com 300 intervenções cardiológicas/mês, o SOS Cárdio não enfrenta processo judicial para exigência de cirurgia há seis anos.

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A informação é do cirurgião cardiovascular da instituição, Sérgio Lima de Almeida, chefe do Serviço de Cirurgia Cardiovascular do SOS Cárdio e idealizador do evento. Segundo ele, esse é um exemplo de destaque nacional porque as cirurgias no coração estão entre as mais solicitadas via ações judiciais no país.

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Segundo ele, a segurança do paciente deve estar no centro dos cuidados médicos, tanto dos profissionais, quanto da instituição hospitalar e operadora. Atualmente, o SOS Cárdio realiza mais de 5 mil atendimentos na área cardiológica por mês, cerca de 300 procedimentos complexos e mais 400 cirurgias de outras especialidades.

No Simpósio, também foi destacado que os setores de saúde suplementar e medicina privada enfrentam média de 150 mil ações judiciais por ano com exigência de tratamentos complexos.

Entre as medidas preventivas adotadas pelo médico Sérgio de Almeida para evitar a judicialização estão critérios rígidos para fazer procedimentos, diálogo permanente com auditores e gestores de planos de saúde. Para ele, também é preciso ter regras para cada indicação cirúrgica e normatizações das indicações para tratamento.   O simpósio teve também como palestrantes o ministro Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ); o desembargador federal João Gebran Neto; o juiz federal Clenio Jair Schulze; e a médica Rachel Riera, coordenadora do Núcleo de Tecnologias em Saúde do Hospital Sírio Libanês.

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