Menino encontrado em SP após desaparecimento em SC ainda não viu avós, diz advogado

Avôs aguarda decisão da Justiça sobre guarda do menino, além do direito de visita ou possibilidade vê-lo por vídeo

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Bebê foi localizado dentro de um veículo dia 8 de maio (Foto: Getty Images)

Os avós maternos do menino de 2 anos, desparecido em Santa Catarina no final de abril e encontrado em São Paulo uma semana depois, não tinham conseguido ver o neto até o início da manhã desta quarta-feira (17). A informação é do advogado da família, Jorge Conforto.

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Os avôs pediram à Justiça a guarda do menino, além do direito de visita ou possibilidade vê-lo por vídeo. Segundo Conforto, enquanto aguardam a decisão da Justiça eles foram orientados a procurar o fórum de São José, na Grande Florianópolis. A criança chegou a Santa Catarina na segunda-feira (15).

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“A ideia da família é que a criança terá melhores condições de passar por este turbilhão ao lado dos avós, com quem convive desde o nascimento. Portanto, num primeiro momento, ainda que provisoriamente, os avós gostariam de ficar com o menor”, afirmou.

Além disso, antes do juízo se manifestar sobre a guarda, os familiares serão submetidos a um exame psicossocial.

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Entenda o caso

A investigação sobre o desaparecimento do menino teve início em 5 de maio, após ter sido registrado um boletim de ocorrência pela avó da criança.

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O garoto havia sido visto pela última vez com a mãe, no dia 30 de abril, em São José. Dia 2 de maio, a mulher deu entrada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital na região. Ela teve alta e prestou depoimento à polícia.

Em 8 de maio, o menino foi encontrado com um casal em um carro com placa adulterada na cidade de São Paulo. Na abordagem, os dois apresentaram a Certidão de Nascimento da criança, afirmando que ela teria sido entregue pela mãe.

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O homem e mulher, que não são possuem relacionamento entre si, foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de pessoas. A Polícia Civil de Santa Catarina ainda investiga o envolvimento de outras duas pessoas no desaparecimento.

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De acordo com a Polícia Civil catarinense, a mãe do menino teria sido aliciada desde o nascimento do filho para entregar a criança para a adoção de um casal. Toda a conversa foi feita via internet, e a dupla com quem o menino foi achado esteve na Grande Florianópolis apenas para pegá-lo.

Em depoimento, a mãe afirmou ter entregado a criança por “livre e espontânea vontade” — mas o Código Penal descreve como crime o ato de registrar o filho de outra pessoa como próprio. A mulher teria recebido para R$ 100 para tomar um táxi até o ponto de entrega da criança.

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Após ser encontrado, o menino foi deixado com o Conselho Tutelar de São Paulo. Na segunda, ele foi transferido para São José, onde está em um abrigo.