Pedido de afastamento de prefeito de Joinville repercute até em Brasília

Denúncia, que pretendia a abertura de um processo de cassação contra Adriano Silva foi arquivada

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Denúncia, que pretendia a abertura de um processo de cassação contra Adriano Silva foi arquivada (Foto: Mauro Schlieck/CVJ)

O pedido de afastamento do prefeito Adriano Silva (Novo) repercutiu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e até em em Brasília na noite de quarta-feira (5). A denúncia, apresentada na Câmara de Vereadores de Joinville, tinha como objetivo a abertura de um processo de cassação e foi rejeitada por voto de minerva.

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Em sessão plenária no Senado Federal, Eduardo Girão (Novo-CE) condenou a atitude dos sete vereadores que acataram a acusação de uma moradora da cidade, que apresentou supostas irregularidades na licitação de radares de trânsito que estão sendo instalados na cidade.

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“Como muitas e complexas são as licitações, é natural haver questionamento sobre critérios adotados que, muitas vezes, podem conter alguma irregularidade burocrática, que deve, então, ser corrigida com a publicação de um novo edital. Mas, daí, a pedir a cassação do prefeito, é uma completa extrapolação jurídica, com nítidos interesses politiqueiros de desgastar essa gestão extremamente eficiente, eficaz, com altíssimo grau de satisfação da população”, disse em pronunciamento.

O senador ainda lembrou durante a fala que a Constituição e o ordenamento jurídico fornecem o cumprimento do papel fiscalizador, incluindo o poder de cassação do mandato. No entanto, o caso em questão não se enquadra em nenhum dos 23 tipos de crimes de responsabilidade passíveis da penalidade.

Por 8 votos a 7, Câmara de Joinville arquiva denúncia contra prefeito

“O que ocorreu ontem [4] foi um abuso desse instrumento, banalizando uma das mais importantes prerrogativas de um parlamentar em qualquer nível de Poder Legislativo […]. O prefeito Adriano Silva vai aproveitar essa experiência para aumentar ainda mais o já elevado nível de transparência de sua gestão e jamais ceder à velha política da barganha, do toma lá dá cá que muitos dos 5.565 prefeitos do Brasil utilizam”, enfatizou.

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Repercussão na Alesc

Matheus Cadorin, da mesma legenda de Adriano Silva, disse que a justificativa dada pelos vereadores foi uma licitação de radares “que supostamente contraria dispositivos de lei publicada em 2022”. O parlamentar também citou que a licitação foi anterior à lei e a própria legislação diz que a lei não se aplica aos equipamentos licitados anteriormente à sua vigência.

“Tentativa de golpe” e “ato sorrateiro”, diz prefeito de Joinville sobre denúncia na Câmara

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Para ele, o que aconteceu na Câmara na noite de terça-feira (4) foi um “fato lamentável” e uma “baixeza sem limites”.

— Uma tentativa de golpe trazida por sete vereadores que se aproveitaram da ausência de quatro vereadores da base aliada para apresentar uma denúncia contra o prefeito Adriano. Tentou-se o afastamento imediato”, destacou Cadorin.

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Os deputados Sargento Lima (PL) e Maurício Peixer (PL) também comentaram o assunto. Lima comentou que tomou conhecimento da situação no final da tarde e disse que não faria “juízo sobre a atuação da Câmara” porque não teve acesso à denúncia apresentada e nem tempo hábil para ler as justificativas do prefeito.

“Sei que é uma questão de radares, mas não sei do que se trata”, confessou.

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Já Peixer lembrou que foi presidente da Casa em Joinville e, que neste período, já havia recebido dois pedidos de afastamento do prefeito. Também falou que, pelo regimento, o documento é lido na sessão e tem de se colocar em votação na própria sessão, o que acha “muito errado”.

“O que aconteceu ontem eu não sei, mas tem pessoas acusando de que nós estávamos por trás disso, tanto nós, como o senhor, Sargento Lima”, destacou.

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O deputado também reconheceu que um vereador Cleiton Profeta (PL) votou pelo afastamento do prefeito Adriano Silva, o que aconteceu, segundo ele, sem o conhecimento da sigla.

“Tentei falar com o nosso vereador para saber o que estava acontecendo, mas não botamos cabresto nos nossos vereadores, a não ser que seja determinação partidária. O PL, em nenhum momento, articulou para isso, é bom olhar de onde veio”, argumentou Peixer, acrescentando que a lei determina “que todos os radares têm de ter o display”.

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