Confira quais serão os próximos passos da reforma tributária após aprovação na Câmara

Aprovada nesta quinta-feira pelos deputados federais, proposta ainda tem votação no Senado e transição até se tornar realidade

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Após ser aprovada na Câmara, sob comando de Arthur Lira, reforma tributária ainda passará pelo Senado

(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A aprovação do projeto de reforma tributária na Câmara dos Deputados, confirmada na noite desta quinta-feira (6) por 382 votos a 118, representa a implantação de uma mudança defendida há mais de 30 anos pelo setor produtivo brasileiro. No entanto, a mudança na forma de cobrança e arrecadação de impostos ainda tem um longo caminho até fazer parte definitivamente do atual modelo econômico do país.

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Os próximos passos a serem dados pela reforma tributária serão ainda no âmbito do Congresso. Após a aprovação em dois turnos na Câmara dos Deputados, a proposta seguirá para votação, também em dois turnos, no Senado, onde precisa receber pelo menos 49 dos 81 votos para ser aprovada.

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Caso haja alteração no texto, o que senadores já sinalizaram que deve acontecer, o projeto volta para análise da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma PEC, se aprovado, o texto da reforma tributária é promulgado pelo próprio Congresso.

Implantação a partir de 2026

Mesmo quando a reforma tributária estiver 100% aprovada na Câmara e no Senado, a implantação das mudanças na forma de cobrança de impostos ainda deve ocorrer por etapas. O projeto aprovado nesta quinta pelos deputados prevê um período de transição para a adoção dos novos tributos. Confira abaixo o que prevê a proposta:

Transição prevista para a reforma

A transição para o modelo de IVA dual, com dois tipos de impostos de valor agregado incorporando cinco tributos existentes atualmente no país (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS), tem previsão de durar sete anos, indo de 2026 a 2032.

A transição deve começar em 2026. Neste ano, o IVA federal começará a ser cobrado com alíquota de 0,9% e o IVA estadual e municipal, de 0,1%.

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A partir de 2029, a cobrança do ICMS, imposto estadual, e do ISS, municipal, começará a ser reduzida de forma escalonada até 2032. Nesse mesmo período, as alíquotas do IVA estadual e municipal serão elevadas na proporção necessária para manter o nível atual de arrecadação de estados e municípios. Os percentuais exatos ainda serão definidos após conhecer a base tributável, segundo o relator da proposta afirmou à imprensa.

A partir de 2033, o sistema de tributação em que constam PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS será definitivamente extinto.

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Transição do princípio de destino

Além dessa transição para a tributação no modelo IVA, a proposta de reforma tributária aprovada pelos deputados também prevê uma transição para o chamado princípio do destino. O conceito significa a mudança da cobrança do imposto para o município e o estado em que ocorre o consumo do bem ou do serviço, e não na origem, local em que a item é produzido, como ocorre hoje. Nesse caso, a transição prevista originalmente no projeto começa em 2029 e iria até 2078.

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