Morre o ‘último poderoso chefão’ da máfia italiana

Mafioso estava em tratamento de um câncer de cólon e foi preso em janeiro deste ano, após 30 anos foragido

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Morre o 'último poderoso chefão' da máfia italiana

Condenado a 20 prisões perpétuas, Denaro é um dos chefes italianos mais "cruéis" (Foto: Reprodução/Carabinieri Military Police)

Um dos mafiosos mais conhecidos e mais poderosos da atualidade, o italiano Matteo Messina Denaro, morreu nesta segunda-feira (25), aos 61 anos. Condenado a 20 anos de prisão perpétua, o “último chefe da máfia siciliana” estava em tratamento de um câncer de cólon quando foi preso, em janeiro deste ano, após passar 30 anos foragido.

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O estado de saúde do mafioso piorou nas últimas semanas e ele teve de ser transferido para um hospital da prisão de segurança máxima, no centro da Itália. Na sexta-feira (22), o hospital informou que ele entrou em “coma irreversível” e já não recebia mais alimentação.

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Denaro pediu para não ser reanimado em caso de morte e teve o desejo respeitado. O corpo deve ser devolvido à Sicília nos próximos dias para um funeral privado, disse um funcionário do governo para a agência de notícias Reuters.

Quem foi o chefão da máfia siciliana

Apelidado de “o último poderoso chefão”, Denaro é apontado pela Promotoria da Itália como um dos três principais chefes do Cosa Nostra, na região da Sicília, a maior organização criminosa da Europa e uma das maiores do mundo, servindo de inspiração para a história do filme “O Poderoso Chefão”.

Cosa Nostra passa por um dos momentos mais difíceis de sua história

Segundo as investigações, Denaro é acusado de ser responsável direta ou indiretamente por uma série de assassinatos ao longo da década de 1990. Relatos indicam que ele costumava torturar prisioneiros da máfia e se vangloriava de “encher um cemitério inteiro”. Ele desapareceu no verão de 1993 e passou a liderar a lista das pessoas mais procuradas da Itália.

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O mafioso é apontado pela Promotoria italiana como o autor de dois atentados a bomba na Sicília, em 1992. Nos atos, os principais promotores que investigavam a máfia à época, Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, foram mortos.

Denaro também foi condenado por participar de uma série de atentados em Roma, Florença e Milão, em 1993, que mataram dez pessoas, e por ter ajudado a organizar o sequestro de Giuseppe di Matteo, de 12 anos, para tentar dissuadir o pai do menino de prestar depoimento contra a máfia. O menino foi mantido em cárcere por dois anos e assassinado com uso de ácido.

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A prisão de Denaro, em janeiro deste ano, ocorreu em uma clínica particular em Palermo, na capital da Sicília, enquanto fazia um tratamento para melhorar do câncer. Desde lá, segundo a imprensa italiana, ele não teria fornecido qualquer informação à polícia.

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