Pacote da Celesc inclui gestão e estudo sobre potencial energético de barragens de contenção

Além de acordo sobre barragens, pacote incluiu plano de redução da conta de luz do Estado em R$ 70 milhões

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Governador Jorginho Mello (C), o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa (segundo à dir.) e demais autoridades na assinatura de contrato sobre as barragens (Foto: Eduardo Valente, Secom)

Acordo entre o governo de Santa Catarina e a Celesc para a empresa fazer a gestão de barragens de contenção de cheias do Vale do Itajaí e estudos sobre potencial energético das mesmas foi assinado na tarde desta terça-feira, em Florianópolis. O plano do Estado é fazer também mais duas barragens para conter chuvas, que poderão ser pequenas usinas hidrelétricas.

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Estas ações integram pacote de medidas assinado nesta terça-feira na Celesc. As barragens já em operação que terão futura gestão da Celesc e estudo sobre geração de energia são as de Ituporanga, Taió e José Boiteux. As duas novas que já têm licença para construção são as de Mirim Doce e Petrolândia.  

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– Nós estamos preparando a licitação para fazer através da Secretaria de Infraestrutura do Estado de Santa Catarina que cuida de construção de barragens também. E, depois, quem vai gerenciar as barragens será a Celesc. Mas, desde o projeto eles vão verificar a possibilidade de essas barragens poderem produzir energia – afirmou o governador Jorginho Mello.

Segundo o governador, a receita vinda dessas novas usinas será usada para fazer projetos de proteção ambiental. Ele disse que o governo do Estado também espera recursos do governo federal para outras ações de contenção de enchentes na região. No caso da barragem de José Boiteux, a geração de energia deve resultar em royalties para os indígenas.

De acordo com o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, a companhia tem condições de fazer esse trabalho de gestão de barragens de contenção de cheias em conjunto com a Defesa Civil.  Ela já faz o controle das 14 pequenas usinas que tem atualmente.

– A celesc tem pequenas centrais hidrelétricas que abastecem cerca de 3% de energia do Estado. Então tem expertise, tem sala de controle, já fazemos isso tudo remotamente nas usinas que são nossas e há o fato de agregar essas novas. Vamos fazer a manutenção, preparar o sistema para que seja monitorado remotamente, deixar tudo em condição de operar daqui – explicou o presidente da Celesc.

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Conta de luz R$ 70 milhões menor ao Estado

No pacote de medidas assinado nesta terça-feira também foi feito um acordo de cooperação entre a Celesc e o governo estadual para economia de R$ 70 milhões na conta de luz da administração estadual em cinco anos.

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Essa economia será alcançada com eficiência da gestão de consumo dos órgãos do poder executivo, que será feita pela Celesc. Uma das estratégias será a opção por contratos de consumidor livre para órgãos que comportam isso. Outra, será geração solar própria.

Segundo o governo, os órgãos do Estado que têm elevado consumo como hospitais, penitenciárias, secretarias de Saúde e Educação poderão migrar para o mercado livre. As unidades de consumo na baixa tensão poderão contar com energia vinda de geração solar. São 3.400 unidades nesse segmento.

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Outra assinatura desta terça-feria foi convênio com o Ministério Público de SC para uso de energia da usina solar fotovoltaica de Campos Novos. O chefe do Ministério Público do Estado, Fábio Trajano, participou da assinatura.

Eficiência energética terá R$ 27 milhões

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O pacote de energia incluiu duas ações na área de eficiência energética, que somam R$ 27 milhões. A Celesc anunciou R$ 15 milhões para o novo edital do Programa de Eficiência Energética Aneel e Celesc 2023. Desse total, R$ 7,5 milhões serão para o setor industrial e R$ 7,5 milhões às demais classes de consumo.

Também foi assinada ordem de serviços de R$ 12 milhões para 10 projetos da chamada pública de 2022. Nesse caso, são contemplados hospitais, asilos, instituições de ensino, iluminação pública e edifícios públicos.

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