Raimundo Colombo pode sair senador do julgamento de Jorge Seif

Banca de advogados propõe que somente os votos de Seif sejam anulados

Compartilhe:
Raimundo Colombo

Raimundo Colombo (foto: Divulgação)

O julgamento do processo de cassação do senador Jorge Seif (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcado para esta quinta-feira (4), prevê uma série de efeitos paralelos, a depender do resultado. Um deles é a possibilidade do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), que ficou em segundo lugar nas eleições, ser alçado à posição de senador da República.

Continua após a publicidade

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

A hipótese de Colombo assumir o mandato é uma das teses defendidas pela coligação Bora Trabalhar (PSD – Patriota – União Brasil), autora do processo contra Seif na Justiça Eleitoral. Além de pedir a cassação do senador por suposto abuso de poder econômico, a banca de advogados propõe que somente os votos de Seif sejam anulados, sugerindo uma recontagem de votos e uma nova interpretação da cassação de mandato à Justiça Eleitoral.

Continua após a publicidade

Seif fala pela primeira vez sobre processo de cassação

Especialistas em Direito Eleitoral que foram ouvidos pela coluna ao longo das últimas semanas avaliam que é uma tese arriscada, já que a jurisprudência do TSE aponta em outro sentido – em caso de  cassação, decisões anteriores determinaram a realização de nova eleição.

Os avogados da coligação, no entanto, apostam em uma revisão por parte da Justiça Eleitoral, o que não é de todo incomum. A mobilização política também tem sido intensa em torno da nova tese. Prova disso foi a reunião que ocorreu na terça-feira em Brasília, informada com exclusividade pela coluna, entre líderes nacionais do PSD como Gilberto Kassab e Rodrigo Pacheco com Raimundo Colombo.

Colombo se reúne com Kassab em Brasília às vésperas de julgamento de Seif

Continua após a publicidade

Temporário

Até dezembro do ano passado, havia uma segunda hipótese que permitia ao PSD projetar uma nova vaga no Senado – era a possibilidade do segundo colocado assumir o mandato interinamente em caso de cassação, até as eleições suplementares, para que o Estado não ficasse subrepresentado no Senado.

Continua após a publicidade

Essa tese foi levada ao Supremo pelo estado do Mato Grosso após a cassação da senadora Selma Arruda, em 2019, e aceita pelo ministro Dias Toffoli em liminar. Ocorre que, em dezembro de 2023, o plenário do STF julgou que a manobra é inconstitucional – o que impede que o mesmo ocorra em Santa Catarina, caso Seif perda o mandato.