Santa Catarina registrou em janeiro crescimento de 1,5% no Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado do estado ficou acima da média nacional, que teve alta de 0,9% no mesmo período, destacou o Observatório Fiesc, que acompanha mensalmente esse indicador.
Entre na comunidade exclusiva de colunistas do NSC Total
O índice IBCR é elaborado tendo por base, principalmente, as três pesquisas mensais do IBGE, também usadas para o cálculo do PIB nacional: as de indústria, comércio e serviços.
Em janeiro, a produção industrial de SC cresceu 1,1% na comparação com o mês anterior, o varejo ampliado cresceu 2,2% e os serviços 3,4% nessa mesma comparação.
O maior impulso de alta em janeiro veio do setor de serviços em Santa Catarina. Os grupos que mais cresceram frente ao mês anterior foram os de ‘outros serviços’, 6%, serviços prestados às famílias 3,3% e atividades turísticas 1,8%.
A indústria, segundo o Observatório, registrou melhor desempenho em janeiro frente a dezembro no grupo de produtos de madeira com alta de 16%, seguido por fabricação de móveis com crescimento de 12,5% e produtos minerais não metálicos (pisos e revestimentos cerâmicos) que tiveram alta de 10,5%.
Na análise do economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, a despeito da desaceleração da economia brasileira, Santa Catarina tem uma indústria diversificada, o que possibilita uma maior resiliência. Ele avalia que com a expectativa de uma safra melhor este ano, fornecedores do agronegócio podem ter melhores resultados e setores que dependem de venda a prazo sofrerão com a alta dos juros.
No comércio ampliado, que inclui materiais de construção, veículos e o setor atacadista, as vendas do grupo “outros artigos de uso pessoal e doméstico” lideraram com alta de 9% em janeiro frente a dezembro, as de móveis subiram 4,9% e as de combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 4,2%.
A expectativa para os próximos meses é de um menor ritmo da economia em função da alta dos juros pelo Banco Central para conter a inflação. Isso apesar de o governo federal estar liberando recursos que podem gerar um efeito contrário, como o pagamento de FGTS e empréstimo consignado a trabalhadores do setor privado.
Leia também
Empresário de SC Ricardo Faria vai comprar empresa dos EUA por US$ 1,1 bilhão
Presidente da WEG fala sobre razões do sucesso da multinacional em fórum na Fiesc
Gisele Bündchen compra barco de luxo fabricado em Santa Catarina; veja fotos
Norte de SC mostra que pode crescer em maior ritmo, mas precisa de mais infraestrutura
