Médico explica doença “sorrateira” que deixou atriz Lúcia Alves internada em estado grave

Doença é difícil de ser diagnosticada precocemente; por isso, é essencial o rastreio regular, especialmente para quem apresenta fatores de risco

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Lúcia Alves está internada em estado grave devido a um câncer de pâncreas (Foto: TV Globo, Reprodução)

Famosa por seus personagens em novelas como “O Cravo e a Rosa” e “Ti Ti Ti”, a atriz Lúcia Alves, 76 anos, está internada em estado grave desde a semana passada. Ela enfrenta um câncer no pâncreas, descoberto em 2022. Segundo o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, a doença ocorre quando há uma multiplicação desordenada das células no pâncreas, formando um tumor que pode se espalhar pelo corpo, em um processo conhecido como metástase.

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O câncer de pâncreas é considerado uma das formas de tumor mais agressivas e difíceis de detectar, sendo responsável por 5% das mortes por câncer no Brasil, mesmo atingindo apenas 1% dos casos diagnosticados, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

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Entre os principais fatores de risco estão obesidade, tabagismo e, em alguns casos, pancreatite crônica.

— O câncer de pâncreas é difícil de ser diagnosticado precocemente; por isso, é essencial o rastreio regular, especialmente para quem apresenta fatores de risco — diz o oncologista.

Já os sintomas mais comuns incluem dor abdominal, perda de peso, icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) e vômitos.

— Esses sinais podem indicar a presença de câncer pancreático — alerta o especialista.

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Diagnóstico do câncer de pâncreas

O diagnóstico dessa doença é feito geralmente por tomografia, que pode revelar uma massa no pâncreas com características sugestivas de um tumor maligno. Em alguns casos, a ressonância magnética também pode ser utilizada.

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— A confirmação do diagnóstico é feita por meio de uma biópsia, realizada por colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), um exame que combina endoscopia e radiografia — detalha o oncologista.

Depois de diagnosticado, o tratamento é definido conforme a situação do paciente.

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— O médico pode avaliar se a doença é operável. Caso seja, a cirurgia é uma opção. Em outros casos, a quimioterapia pode ser indicada antes ou depois da cirurgia, ou até mesmo isoladamente, se a doença já se disseminou — explica Ramon.

Segundo o médico, na fase de metástase, a sobrevida média varia entre 6 a 11 meses, dependendo do tratamento, mas se a doença for detectada a tempo e for operável, o prognóstico pode ser melhor.

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Quem é Lúcia Alves

Lúcia Alves estreou na televisão na novela “Enquanto Houver Estrelas”, da TV Tupi, em 1969. Entrou na TV Globo no mesmo ano, para interpretar a personagem Geralda no folhetim “Verão Vermelho”.

Desde então, fez inúmeras novelas na Rede Globo, como “Irmãos Coragem” (1970), “Carinhoso” (1973) “Helena” (1975), “Senhora” (1975), “Plumas e Paetês” (1980), “Jogo da Vida” (1981), “Ti Ti Ti” (1985), “Barriga de Aluguel” (1990), “Tropicaliente” (1994) e outras.

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O último trabalho dela em novelas foi em “Joia Rara”, da TV Globo, em 2013. No entanto, ficou mais conhecida por seu papel como Dra. Hildegard em “O Cravo e a Rosa” (2000) e como Edna no seriado “A Diarista”.

*Com informações da CNN e do portal O Globo.

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